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FUNDAÇÃO RENOVA APRESENTA RESULTADOS DAS RECUPERAÇÕES SOCIAL E AMBIENTAL APÓS TRAGÉDIA DE FUNDÃO

Objetos encontrados no rejeito são conservados em salas refrigeras para melhor conservação. Foto de Josilaine

 

Nos dias 17 e 18 de outubro, a Fundação Renova promoveu a segunda etapa da “Expedição 2018 – Caminhos da Reparação”. Esse projeto tem o propósito de dar visibilidade aos trabalhos que vem sendo desenvolvidos para a recuperação dos locais atingidos pelo rompimento ocorrido no dia 05 de novembro de 2015 da barragem de Fundão, localizada no subdistrito Bento Rodrigues, em Mariana.

O roteiro percorreu trechos em fase de reparação e mostrou os desafios em um amplo panorama do que já foi feito e o que se pretende traçar. Segundo o professor da Universidade Federal de Viçosa, Sebastião Venâncio, que também é especialista em restauração florestal, “já foram plantadas 45 mil espécies regionais ao longo das margens do rio Gualaxo”, subafluente e primeiro manancial a ser soterrado pelos 40 milhões de metros cúbicos de lama e minério de ferro que vazaram, segundo cálculos do Ibama.

Nos campos de pastagem e lavouras afetados, os agricultores da região já voltaram a plantar e a Renova vem trabalhando não apenas com a melhoria genética do gado e recuperação de nascentes como também na recuperação das propriedades atingidas através do plantio de milho, cana e capineira.

Já os bens materiais, encontrados pela equipe em campo, foram encaminhados para a Reserva Técnica, no centro de Mariana, onde se abrigam os bens de valor histórico da comunidade. Desde fevereiro de 2016, especialistas em restauração que atuam no local são responsáveis por identificar, catalogar, restaurar e armazenar os itens resgatados.

Atualmente há 2.352 entre imagens de santos, peças sacras de igrejas, fragmentos de altar, pórticos, janelas, pedaços de madeira e outras estruturas que estão acomodadas na Reserva Técnica. Segundo a antropóloga da Fundação Renova, Bianca Pataro, “acredita-se que até 2020, a Fundação consiga fazer todos os projetos para o restauro das peças encontradas, porém as execuções vão depender da aprovação da arquidiocese, pois o acervo não é de propriedade da Renova, mas sim da arquidiocese junto à comunidade”.

Em relação à construção da nova Bento Rodrigues, no dia 01 de agosto de 2018, a Secretaria de Estado de Cidades e de Integração Regional (Secir) emitiu o selo que aprova o parcelamento do solo. A partir daí, a Fundação Renova obteve, da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura de Mariana, a liberação para o começo das obras de construção de Bento Rodrigues. Patrícia Lois, engenheira civil e gerente de reassentamento, afirma que, em primeiro momento “foi necessário ajustar para concluir a supressão vegetal e concluir também, ainda em outubro as instalações de canteiro. Em seguida começarão a terraplanagem, que atualmente tem 12% de abertura de vias e acessos para fazer as quadras e então, daqui a 10 dias, as famílias terão acesso ao canteiro para visitação e identificação de seus lotes para então autorizarem ou não os projetos individuais da prefeitura de construção de suas casas”.

O reassentamento, segundo a Renova, deve ser concluído entre 22 e 24 meses após a sua aprovação.

Ato em Londres

Hoje (05/11) em Londres, dia que se completa 3 anos do maior desastre socioambiental da história do país, acontece, às 11 horas da manhã (horário de Londres), um ato em prol das vítimas do desastre socioambiental. Uma comitiva formada por atingidos está nesse momento em Londres para reinvidicar e denunciar violações de direitos, atrasos, falta de participação nas decisões e investimentos da Fundação Renova.

De acordo com os atingidos, a situação das vítimas segue dramática já que as ações adotadas até agora são insuficientes. Para eles, é necessário ainda que os poderes públicos garantam remediação efetiva dos danos, cobrando das empresas um processo de reparação que contemple todos os passos previstos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos: mitigação, restituição, compensação, reabilitação, satisfação e não-repetição. Nada menos do que isso.

Na agenda, que vai até o dia 10 de novembro, estão previstos encontros com acionistas da BHP Billiton, parlamentares britânicos, organizações não governamentais e veículos de imprensa. Serão entregues, para todos os interlocutores, uma carta de reinvidicações e um documento com o histórico do desastre e denúncias de violações de direitos por parte das mineradoras (Samarco, Vale e BHP) e da Fundação Renova.

 

FONTE: Jornal Liberal 

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