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Mais de 200 barragens em MG são classificadas como de alto potencial de dano e cinco como de alto risco, segundo ANA

Região afetada pela lama próxima a Brumadinho, MG. — Foto: Cadu Rolim/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Em todo o país, 3.387 barragens enquadradas na Categoria de Risco (CRI) alto ou com Dano Potencial Associado (DPA) alto, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), terão fiscalização priorizada.

(O G1 errou na publicação desta reportagem ao informar que o estado tinha 200 barragens consideradas de alto risco pela ANA. Na verdade, são 202 barragens com alto potencial de dano e 5 de alto risco. A informação foi corrigida às 8h20).

Em Minas Gerais, mais de 202 barragens são classificadas como de alto potencial de dano e cinco como de alto risco, segundo a Agência Nacional de Águas, caso elas se rompam.

Dano Potencial alto significa que, caso a barragem se rompa, poderá causar muitas mortes e grande destruição ambiental e material.

As cinco barragens especificadas como de alto risco ficam nas cidades de Riacho dos Machados, na Região Norte do estado; em Ouro Preto e em Itabirito, na Região Central; e duas em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A determinação foi publicada pelo Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre do Governo Federal nesta terça-feira (29).

As barragens são de produção de energia elétrica, contenção de rejeitos de mineração, disposição de resíduos industriais e de usos múltiplos de água.

Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional Mineração (ANM) e governos estaduais serão responsáveis pela fiscalização.

O objetivo é tentar evitar tragédias como a de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Mariana, na Região Central do estado.

FONTE: G1

NOTA DE ESCLARECIMENTO SEMAD – Área impactada entre Barragem B1 e Rio Paraopeba

Área impactada entre Barragem B1 e Rio Paraopeba chega 290 hectares

 

 

O Governo de Minas continua monitorando o avanço dos rejeitos que vazaram da Barragem B1, da Mineradora Vale, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dados apurados nesta terça-feira, 29 de janeiro, mostram que a lama seguiu pelo Ribeirão Ferro-Carvão,?até desaguar no Rio Paraopeba, depois de percorrer cerca de 9 km. Nesse trajeto, o material se espalhou por uma área de aproximadamente 290 hectares, o que equivale a cerca de 300 campos de futebol. Depois, a lama passou a seguir a calha do Rio Paraopeba.

Além da área administrativa da mineradora, foram diretamente atingidos bairros e comunidades próximas, pousadas,?áreas de cultivo, pastagens, além de estradas e vias rurais (ver mapas).

Analistas da Semad fazem o monitoramento da área atingida por meio da análise de imagens de satélite. Todos os órgãos ambientais que integram o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) – Semad, Feam, Igam e IEF – trabalham para mapear a extensão do dano à fauna, à flora, aos recursos hídricos e a ecossistemas em geral.

 

FAUNA E FLORA

 

O trabalho de resgate da fauna impactada pela lama da Barragem B1 teve início logo após o acidente, quando o Instituto Estadual de Florestas (IEF) providenciou o deslocamento de sua equipe técnica para a área do desastre. Esta equipe atua desde as primeiras horas de sábado (26/1), articulada com entidades dos governos Estadual e Federal. Na ocasião, já foram determinadas medidas emergenciais relativas ao resgate da fauna silvestre terrestre e aquática.

Os resgates estão sendo feitos pela Mineradora Vale – conforme determinação prevista em um dos quatro autos de fiscalização lavrados pelo Sisema. O trabalho tem acompanhamento do IEF.

O IEF tem feito a identificação da área de vegetação suprimida, que está prioritariamente inserida no Bioma Mata Atlântica. Também foi iniciado o dimensionamento da quantidade de vegetação afetada, por meio de imagens de satélite. As informações vão compor um diagnóstico que será usado como parâmetro para as ações de reparação de dano, posteriormente cobradas da mineradora.

 

MAPA 2

MONITORAMENTO DA ÁGUA

 

Outra importante ação desenvolvida pelo Governo do Estado é o monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos no Rio Paraopeba e seus afluentes. A análise está sendo feita em 47 pontos. São 18 estações de monitoramento já existentes e outras 29 emergenciais, geridas em um esforço conjunto do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

As análises vão subsidiar a elaboração de boletins que serão divulgados diariamente. O monitoramento contemplará parâmetros básicos de qualidade de água (temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez e pH), entre outros. A extensão do monitoramento é do local do acidente, percorrendo o Rio Paraopeba à jusante, até o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Marias.

Os dados históricos de monitoramento do Igam no Rio Paraopeba apontam para valores médios de turbidez de 84,25 NTU (série histórica do IGAM de 1997 a 2018), cerca de 20 km a jusante do desastre.

A turbidez é?uma medida que identifica a presença de partículas sólidas em suspensão na água, como argila e matéria orgânica, que interferem na propagação da luz na água.

REDUÇÃO DE TURBIDEZ

 

O Igam tem realizado medições na estação localizada à jusante do município de Brumadinho e mostram que, no sábado (26/01), o valor de turbidez foi igual a 34.500 NTU. Na segunda-feira (28/01), o valor passou para 3.826 NTU. Ambos os resultados apontam uma queda significativa dos valores da turbidez.

Análises realizadas pela Copasa apontam redução no índice de turbidez da água, no local de sua captação, a 19km do local do acidente. Já no sábado, (26/01), às 8h, o índice registrado foi de 63.700 NTU, às 16h30 de segunda-feira, (28/01), o valor apurado foi de 7.200 NTU.

Até o momento, não foi possível ao Igam coletar amostras de água no Ribeirão Ferro Carvão (diretamente afetado pelo rompimento das barragens) devido ao volume de rejeitos e, também, pela dificuldade de acesso e questões de segurança.

Prefeito de Brumadinho se desespera com os impactos na economia

“Precisamos de ajuda da Vale, do Estado e da União para que a cidade se mantenha em pé”, cobra o prefeito Avimar de Melo

 

O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, operada pela Vale, deixa também um rastro de calamidade econômica em Brumadinho. Dos cerca de R$ 36 milhões que o município recebe anualmente referentes aos royalties da mineração (Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais, Cfem) R$ 21,41 milhões (60%) vêm da mina, cujas operações foram suspensas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas na sexta-feira –sem previsão de retomada.

“A situação é de desespero porque o impacto será enorme. Brumadinho é uma cidade mineradora, dependemos da Cfem”, lamenta o prefeito, Avimar de Melo (PV). Segundo ele, a Cfem é o principal recurso da cidade. Restante é receita de impostos como ISS e ICMS, além de repasses da União e do Estado.

O reflexo vai ainda mais longe. Mais de 800 pessoas trabalhavam na mina, a maioria morador de Brumadinho. Como o município tem 39.520 habitantes, sendo 8.783 ocupados, é possível dizer que 10% dos trabalhadores da cidade são empregados diretos da mineradora. Há, ainda, os indiretos e aqueles que eram empregados de prestadores de serviços para a mineradora.

“Por ano, o município recebe R$ 36 milhões em decorrência da exploração de minério; temor é o corte do repasse”

Sem a circulação do dinheiro, o prefeito já espera efeito em cascata, com forte queda do comércio. “Não sabemos como oferecer saúde e educação de qualidade agora. Estamos sem chão. Precisamos de ajuda da Vale, do Estado e da União para que a cidade se mantenha em pé”.

Após 2015, Mariana, na região Central do Estado, passou por problema semelhante. Na época, a barragem de Fundão, operada pela Samarco, controlada pela Vale, se rompeu, encerrando o repasse do Cfem da empresa ao município. “Brumadinho pode esperar avalanche de problemas financeiros. Além de ficarem sem a Cfem, o dinheiro dos trabalhadores vai minar, o comércio vai sentir muito e o ICMS vai despencar”, prevê o prefeito de Mariana, Duarte Júnior (PPS), relembrando o impacto do efeito cascata.

A título de comparação, ele ressalta que, em Mariana, o ICMS caiu de R$ 11,8 milhões em 2015 para R$ 4,5 milhões em 2018 (-61,86%). E a Cfem foi de R$ 140 milhões para R$ 60 milhões (-57,14%).

O turismo também foi duramente afetado. Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, segue fechado até quinta-feira, a princípio. “Brumadinho tem duas vertentes econômicas: a mineração e o turismo, puxado por Inhotim. E as duas temporariamente suspensas. Brumadinho vai precisar de recursos externos”, crê o coordenador do curso de economia do Ibmec, Márcio Salvato.

A Vale não se manifestou sobre o assunto.

 

FONTE: Hoje em Dia

Engenheiros presos não utilizaram equipamentos que indicariam rompimento de barragem, avalia Justiça

 

Prefeito de Brumadinho se desespera com os impactos na economia

 

Os engenheiros e diretores da Vale que foram presos na manhã desta terça-feira (29) teriam atestado que as estruturas da barragem que se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, eram seguras.

Em documentos enviados pelo Ministério Público à Justiça estadual, os engenheiros André Jum Yassuda e Makoto Mamba, que prestavam serviço por meio de uma terceirizada alemã, e Cesar Augusto Paulino Grandchamp, engenheiro contratado da Vale, informaram que as estruturas das barragens se encontravam em consonância com as normas de segurança necessárias.

Já os outros dois funcionários detidos, Ricardo de Oliveira, que era gerente de meio ambiente, saúde e segurança, e Rodrigo Artur Gomes Melo, gerente executivo operacional responsável pelo complexo minerário, estavam diretamente ligados ao licenciamento e funcionamento das estruturas das barragens da Vale.

A Justiça estadual mineira determinou busca e apreensão nas residências dos investigados e de seus celulares. A decisão foi proferida em plantão pela juíza Perla Saliba Brito. No texto, a magistrada considerou “imprescindível” a prisão temporária dos investigados, para auxiliar as investigações do inquérito policial. “Trata-se de apuração complexa de delitos, alguns, perpetrados na clandestinidade”, disse.

Entre outros pontos, a juíza destacou que a tragédia demonstra a incompatibilidade dos documentos, assinados pelos investigados, com a verdade, “não sendo crível que barragens de tal monta, geridas por uma das maiores mineradoras mundiais, se rompam repentinamente, sem dar qualquer indício de vulnerabilidade”.

A decisão ressaltou também que especialistas afirmaram que há sensores capazes de captar, com antecedência, sinais de rompimento dessas estruturas, “através da umidade do solo, medindo de diferentes profundidades o conteúdo volumétrico de água no terreno e permitindo aos técnicos avaliar a pressão extra provocada pelo peso líquido”.

Assim, a Justiça concluiu que havia meios para se evitar o ocorrido, mas que esses recursos não foram usados ou considerados pelos responsáveis.

Outro lado

A Vale informou, por nota, que está colaborando plenamente com as autoridades. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”.

Já a empresa alemã Tüv Süd Brasil, que designou os engenheiros André Jum Yassuda e Makoto Mamba, se posicionou por meio de nota afirmando “que fez duas avaliações da barragem que rompeu a pedido da Vale: uma revisão periódica da segurança da barragem, em junho de 2018, e uma inspeção regular da segurança da barragem, em setembro de 2018”. A companhia disse que não irá se pronunciar neste momento e que fornece todas as informações solicitadas pelas autoridades.

 

FONTE: Hoje Dia

‘Apuração terá precisão cirúrgica para evitar contestação’, diz investigador do caso Brumadinho

operação que prendeu nesta terça-feira (29) cinco pessoas suspeitas de responsabilidade pelo rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), aconteceu após o alinhamento jurídico entre as polícias Federal e Civil de Minas Gerais, além do Ministério Público Federal e MP estadual mineiro.

Segundo um investigador do caso informou ao blog, os quatro órgãos estão unidos e alinhados para investigar o rompimento da barragem. “Foi só o primeiro passo. As operações acontecerão passo a passo, com precisão cirúrgica para não dar margem a contestação jurídica do caso. Buscaremos até o último responsável por essa tragédia”, disse.

De acordo com investigador, os policiais e integrantes do Ministério Público trabalham sob o peso da dor da população mineira e com intuito de que a investigação seja exemplar, ajudando a evitar novas tragédias no Estado.

Membros do corpo de bombeiros procuram por sobreviventes na lama em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters
Membros do corpo de bombeiros procuram por sobreviventes na lama em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters

Das cinco pessoas presas nesta terça (29), três são funcionários da Vale. Os outros dois compõem o grupo de engenheiros da empresa TÜV SÜD, que prestou serviço para a mineradora. Os alvos foram presos em Minas e em São Paulo.

Na noite de segunda-feira (28), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que há 65 mortos e 279 desaparecidos.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram, neste primeiro passo da investigação, se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale atestando a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

FONTE: G1

Para conter rejeitos, intervenção da Vale no Rio Paraopeba em Pará de Minas será realizada nesta terça

 

Lama que chegou ao rio após rompimento da barragem deve chegar a Pará de Minas — Foto: Washington Alves/Reuters
Lama que chegou ao rio após rompimento da barragem deve chegar a Pará de Minas — Foto: Washington Alves/Reuters

 

Comissão emitiu relatório em dezembro sobre situação precária e alto risco de 723 barragens no Brasil

Após três anos de Mariana, o rompimento de barragens atinge o município de Brumadinho (foto)

 

“A tragédia em Mariana impactou a vida de mais de um milhão de pessoas. Fica a pergunta: quantas Marianas serão necessárias para que o Estado brasileiro cumpra o seu papel, as empresas assumam suas responsabilidades, e os direitos das populações atingidas sejam atendidos?”, diz o relatório sobre a situação das barragens no Brasil aprovado no dia 12 de dezembro do ano passado pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). No momento em que uma catástrofe ambiental como a de Mariana (MG) atinge o município de Brumadinho (MG), com o rompimento de três barragens da empresa Vale — os bombeiros anunciaram que há pelo menos 200 desaparecidos —, o relatório ganha ainda mais importância.

O documento, com recomendações para o poder público evitar novos rompimentos de barragens, como ocorreu em Mariana, foi a conclusão da CDR sobre a implantação da Política Pública Nacional de Segurança de Barragens, criada pela Lei 12.334, de 2010. A avaliação foi então encaminhada à Mesa do Senado Federal, ao Poder Executivo e aos órgãos ligados à segurança das barragens.

O texto foi aprovado pela CDR três anos após o desastre ambiental que matou 19 pessoas na cidade de Mariana (MG), poluiu o Rio Doce com metais pesados e deixou um rastro de destruição até o litoral do Espírito Santo. De acordo com a avaliação, do senador Elmano Férrer (Pode-PI), pouco se avançou na segurança e fiscalização das barragens. Faltam recursos para a manutenção, para obras de recuperação e para fiscalização dos equipamentos de segurança.

De acordo com o relatório, das 24 mil barragens cadastradas, 723 apresentam alto risco de acidentes e apenas 3% do total cadastrado foram vistoriadas pelos órgãos fiscalizadores em 2017. Para 45 barragens, foi indicado algum comprometimento que impacte a segurança da barragem, a maioria delas com baixo nível de conservação. Entre elas estão Gargalheiras, Passagem das Traíras e Calabouço — todas no Rio Grande do Norte — e Jucazinho, em Pernambuco.

Segundo o relator, no ano passado foram aplicados somente R$ 34 milhões nas ações de operação, manutenção e recuperação de barragens, sendo R$ 26 milhões de recursos federais (apenas 23% do previsto) e R$ 8 milhões dos cofres estaduais (73% do previsto). Ele lembrou que a CDR realizou duas audiências públicas com entidade e especialistas sobre o tema — uma em Brasília e outra em Teresina —  e todos concordaram que é necessário mais dinheiro para as ações de prevenção, fiscalização e manutenção das barragens.

— Um ponto pacífico entre os participantes é a necessidade de uma fonte de recursos para manutenção das barragens, seja pela inclusão no Orçamento Geral da União, pelo repasse aos proprietários das barragens de um percentual da cobrança pelo uso da água, ou pela criação de um fundo específico para ações emergenciais em barragens — apontou o relator.

Entre as recomendações, a CDR pediu que a Agência Nacional de Águas (ANA), instituição responsável por fiscalizar a segurança de barragens de domínio da União, e outros órgãos fiscalizadores intensifiquem o cronograma de inspeções. A CDR exige ainda que o cadastramento de barragens seja acelerado. Isso porque, segundo cálculos revelados pelo relatório, existem mais de 70 mil barragens no país e não apenas as 24 mil cadastradas. Os senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Regina Sousa (PT-PI) cobraram mais agilidade nesse processo.

Para garantir recursos, a CDR pediu que o Congresso Nacional inclua na Lei Orçamentária de 2019 (PLN 27/2018) e no PPA 2020-2023 mais dinheiro para ações de fiscalização e manutenção. Elmano Férrer afirmou que a política de barragens precisa ser efetivamente cumprida.

— Em Mariana, após três anos, ninguém foi preso, nenhuma indenização foi paga, nenhuma casa construída. Quantas Marianas serão necessárias para que o estado brasileiro cumpra o seu papel, as empresas assumam suas responsabilidades, e os direitos das populações atingidas sejam atendidos? — questionou o senador.

 

FONTE: Agência Senado

Ministério Público quer ações da Vale para preservar patrimônio cultural e turístico

Imagem aérea mostra percusso da lama que tomou conta da cidade

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) expediu recomendação para a Vale para que, em 24 horas, a empresa forneça uma série de informações sobre as barragens da Mina Córrego do Feijão sob ponto de vista cultural. A recomendação foi orientada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural de Brumadinho e coordenadoria estadual das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico.

A orientação é para que sejam incluídas ações de contenção, recolhimento e neutralização dos resíduos gerados no acidente, bem como para a recuperação das áreas impactadas e preservação do patrimônio cultural, histórico e turístico. Se as medidas não forem adotadas, poderão ser fixadas providências administrativas e judiciais cabíveis, em sua máxima extensão, em desfavor dos responsáveis.

No documento, as promotoras de Justiça Giselle Ribeiro de Oliveira e Maria Alice Alvim Teixeira, afirmam que “há interesses coletivos envolvidos que – por respeito aos princípios da supremacia e da indisponibilidade do interesse público, os quais devem orientar a administração pública e a gestão ambiental – não podem ser subjugados a interesses meramente econômicos.”

Elas apontam a recomendação como um importante instrumento de que dispõe o Ministério Público para ver respeitado o ordenamento jurídico sem que haja a necessidade da judicialização de eventuais conflitos, alertando seus destinatários sobre a existência de normas vigentes e da necessidade de seu estrito cumprimento, sob pena de responsabilização.

 

FONTE: Hoje em Dia

‘Vamos aumentar a chance de encontrar sobreviventes’, diz Zema sobre apoio de Israel

Segundo governador de Minas, equipamentos e militares israelenses serão fundamentais nas buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho

Segundo governador de Minas, equipamentos e militares israelenses serão fundamentais nas buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho

 

Brumadinho – Em sua segunda aparição pública desde o desastre de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador Romeu Zema (Novo) agradeceu o apoio do Exército de Israel nos trabalhos de busca e salvamento na cidade mineira. De acordo com ele, as 16 toneladas de tecnologia trazidas pela potência bélica serão fundamentais para melhores resultados.

“Sou muito grato (a Israel). Com a tecnologia deles, nós vamos aumentar, e muito, as chances de encontrarmos novos sobreviventes e vítimas. Isso vai amenizar a angústia que as famílias dessas vítimas têm passado”, disse o chefe do Executivo.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Pedro Aihara, militares do país do Oriente Médio vão trabalhar junto com a corporação nas zonas quentes do desastre. “A gente fez uma divisão de áreas. Israel trabalha com coordenação dos bombeiros. Será um trabalho conjunto próximo ao espaço administrativo, acima do pontilhão colapsado pela lama, as duas forças atuam. Antes do pontilhão, só os brasileiros”, explicou.
“Sou muito grato (a Israel). Com a tecnologia deles, nós vamos aumentar, e muito, as chances de encontrarmos novos sobreviventes e vítimas. Isso vai amenizar a angústia que as famílias dessas vítimas têm passado”, disse o chefe do Executivo.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Pedro Aihara, militares do país do Oriente Médio vão trabalhar junto com a corporação nas zonas quentes do desastre. “A gente fez uma divisão de áreas. Israel trabalha com coordenação dos bombeiros. Será um trabalho conjunto próximo ao espaço administrativo, acima do pontilhão colapsado pela lama, as duas forças atuam. Antes do pontilhão, só os brasileiros”, explicou.

‘Isso é um genocídio’, diz Alexandre Kalil sobre desastre de Brumadinho

‘Desanima ser brasileiro numa hora dessa’ comentou prefeito de Belo Horizonte, que também afirmou que ‘diretoria da Vale tinha que estar na cadeia’

(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press – 21/12/2018)

 

“Isso é um genocídio”, disse o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PHS) na manhã desta segunda-feira, sobre a tragédia em Brumadinho, quando houve o rompimento da Barragem da Mina do Córrego do Feijão, empreendimento da Vale.
Para o prefeito, a impunidade é causa exclusiva dessa tragédia se repetir em Minas Gerais. “Se o presidente da Vale tivesse sido preso pelo desastre de Mariana, esse desastre (Brumadinho) certamente não aconteceria”, disse.
“Isso que revolta, que entristece. Isso não é árvore, não é passarinho, não é boi, não é cachorro. Eu acredito que passe de 300 o número de vítimas. Isso é um genocídio. É um crime que, pelo menos preventivamente, essa diretoria da Vale tinha que estar na cadeia, isso não aconteceria nunca mais com qualquer lei que se colocar”, desabafa o prefeito.
Durante a entrevista à TV Record, Kalil disse que deixar as leis mais rigorosas não adianta, pois a corrupção está instalada no meio da mineração. “Eles fazem o que querem, são bilionários. Não vamos comparar com ‘empresariozinho’ de boate do interior do Rio Grande do Sul com a Vale do Rio Doce. Aquilo foi um acidente gravíssimo, isso que estamos vendo pela segunda vez em Minas Gerais, é crime”, compara o prefeito, com a tragédia da Boate Kiss, que deixou 242 jovens mortos em 2013.
Alexandre Kalil disse que a tragédia de Brumadinho não deve ter o mesmo tratamento que em Mariana. Para ele, o presidente da Vale também não deveria estar reunido com governantes. “O presidente da Vale tinha que estar no lugar onde a irresponsabilidade se mata 300 pessoas. É injustificável, é revoltante e desanima ser brasileiro numa hora dessa”, completa.
O prefeito também registrou sua insatisfação com o Ministério Público, que tem investigado o aumento da tarifa do transporte público em Belo Horizonte. “É hora de todos que trabalham tanto com aumento de passagem, o próprio Ministério Público está preocupado que aumentou 50 centavos na passagem, pediu 104 mil documentos, pra ver se tem algum ‘vagabundo’ mexendo com isso ou qualquer coisa que o valha”.

Ver galeria . 28 FotosAlexandre Guzanshe/EM/D.A.Press
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press )
*Estagiária sob supervisão do editor Benny Cohen