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Iguaçu celebra 80 anos nesta quinta

Parque no Paraná contabiliza importantes conquistas para a conservação do meio ambiente e para a economia regional.
Crédito: Marcus Faller / Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná: Patrimônio Natural da Humanidade

 

Brasília – O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, celebra 80 anos de criação nesta quinta-feira (10), contabilizando importantes conquistas na área ambiental e turística.
A população de onça-pintada, animal símbolo do parque, cresceu cerca de 70% nos últimos anos. Já a visitação de turistas brasileiros e estrangeiros, que colabora para o desenvolvimento da economia regional, atingiu em 2018 sua melhor marca de todos os tempos, cerca de 1,9 milhão de visitantes.
O chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Ivan Baptiston, faz questão de ressaltar esses resultados. “Potencializamos os ganhos ambientais e melhoramos a qualidade dos nossos serviços aos visitantes. O resultado é fruto de muito trabalho dos funcionários do ICMBio, da Polícia Ambiental, das empresas concessionárias, enfim, de todos que vivem o parque no dia a dia”, destacou ele.
PROGRAMAÇÃO

Para marcar a passagem dos 80 anos do parque, a direção programou uma série de eventos. De manhã, haverá festa exclusiva para todos os funcionários e convidados da unidade. As atividades serão concentradas no heliponto, das 8h às 9h30, para os funcionários e, das 10h30 às 12h, para convidados.O acordeonista Tiago Rossato, talento musical da fronteira e uma das referências da gaita ponto no Brasil, fará show para os trabalhadores da unidade. Já a violinista Maryanne Francescon e a acordeonista Moara Pessatti, da dupla Duo Dalia, farão um passeio musical, em frente às Cataratas do Iguaçu, no ritmo do acordeão e do violino, para convidados.

Os turistas, que poderão ter acesso ao parque a partir das 10h30, serão recepcionados com música clássica durante toda a manhã. O grupo Energia Pura fará uma apresentação exclusiva mesclando clássicos, tango, pop clássico, música latina e rock.

À tarde, será inaugurado o Bosque Memórias Vivas, próximo à Trilha das Cataratas. Os trabalhadores com mais de dez anos de atividades prestadas ao Parque Nacional do Iguaçu serão convidados a plantar mudas nativas.

HORÁRIO ESPECIAL

Por causa das festividades de aniversário, o Parque Nacional do Iguaçu abrirá nesta quinta-feira (10) para o público um pouco mais tarde, às 10h30, e fechará os serviços de visitação turística às 18h. A mudança no horário de atendimento ocorrerá em função da participação dos funcionários nas comemorações dos 80 anos. Todas os serviços normalmente oferecidos aos turistas serão mantidas entre 10h30 até às 18 horas.

SAIBA MAIS

O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 10 de janeiro de 1939, pelo do Decreto-Lei nº 1.035 do então Presidente da República, Getúlio Vargas. Tem área total de 169.695 hectares e abriga um dos mais espetaculares conjuntos de cataratas da Terra, as Cataratas do Iguaçu. É o segundo parque nacional mais visitado do Brasil, depois do da Tijuca (RJ), que abriga o Cristo Redentor.

Localizado no extremo oeste do Paraná, o parque ocupa áreas do Brasil e da Argentina. No território brasileiro, abrange 14 municípios – Foz do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Tereza do Oeste, Capitão Leônidas Marques, Capanema e Serranópolis do Iguaçu.

Em 17 de novembro de 1986, o parque recebeu a distinção, concedida pela Unesco, de Patrimônio Natural da Humanidade. Já as Cataratas do Iguaçu são consideradas uma das sete maravilhas naturais do mundo, título conquistado em votação pela internet organizada pela Fundação New 7 Wonders em 2011. Foram mais de 1 bilhão de votos.

Unidade de conservação de proteção integral, o Parque Nacional do Iguaçu guarda a última mancha de Mata Atlântica ao sul do Brasil e é rico em biodiversidade. No local, já foram registradas 45 espécies de mamíferos, entre eles a onça-pintada, o maior mamífero carnívoro das Américas, 257 de borboletas, 12 de anfíbios, 41 de serpentes 41, 8 de lagartos, 18 de peixes 18 e 200 espécies de aves.
FONTE: MMA

Parque dos Lençóis é candidato a patrimônio mundial

Candidatura ao título da Unesco foi assinada pelo ministro do Meio Ambiente. Região abriga rara beleza natural e espécies importantes, critérios exigidos para o reconhecimento internacional.

 

Divulgação / ICMBIO

 

O governo brasileiro encaminhou à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o dossiê de candidatura do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses ao título de Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Unesco. Nesta terça-feira (23), o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, assinou o dossiê impresso, que será enviado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) à sede da Unesco em Paris. Os documentos em formato eletrônico já foram encaminhados anteriormente.

O ministro destacou a importância da candidatura para a conservação ambiental local. “Encaminhamos a candidatura do Parque dos Lençóis Maranhenses para a Unesco com a certeza de obter o reconhecimento internacional. Com sua beleza excepcional e características únicas, que mantém rica biodiversidade, os Lençóis Maranhenses são, também, fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico da região”, afirmou Edson Duarte.

A candidatura dos Lençóis Maranhenses será analisada na reunião da Unesco em 2020. Isso porque, na reunião de 2019, a organização mundial analisará a candidatura do sítio misto de Paraty e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ao mesmo título.

Para ser reconhecido como Patrimônio Mundial, é necessário que o sítio atenda a pelo menos um dos critérios estabelecidos pela Unesco. Os Lençóis atendem a três critérios, relativos a uma área de excepcional beleza natural, detentora de processos geológicos significativos e contendo habitats relevantes e significativos para a conservação da biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas e endêmicas.

UNAS E LAGOAS
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, administrado pelo ICMBio,  é considerado um dos destinos mais bonitos do País, combinando quilômetros e quilômetros de dunas brancas pontilhadas por lagoas de água doce, ora azuis, ora verdes, e apresenta inúmeros atrativos naturais.

Entre as atrações turísticas do parque, destacam-se o Circuito da Lagoa Azul, Circuito da Lagoa Bonita, Lagoa da Esperança, Canto dos Lençóis, Foz do Rio Negro, Lagoa da Gaivota, Lagoa das Emendadas e Queimada dos Britos.

O reconhecimento internacional do Parque como Sítio do Patrimônio Mundial Natural constitui um importante elemento para o desenvolvimento econômico e a promoção de inclusão social, a partir do desenvolvimento do ecoturismo na região. Esse reconhecimento não gera obrigações ou restrições adicionais quanto aos usos e às atividades na região, além das atualmente previstas dentro dos limites do Parque Nacional.

OS SÍTIOS
Os Sítios do Patrimônio Mundial são áreas únicas ao redor do mundo, reconhecidas pela Unesco pelo seu valor universal e pela importância natural e cultural, que precisam ser preservadas para o bem-estar da humanidade.

Esses sítios protegem áreas consideradas excepcionais do ponto de vista da diversidade biológica e da paisagem. Dos 21 sítios brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial, apenas sete são Naturais, tendo o último reconhecimento ocorrido há quase duas décadas, em 2001.

O PARQUE
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, criado pelo Decreto nº 86.060 de 02 de junho de 1981, é o maior campo de dunas da América do Sul e compreende uma área de 155 mil hectares. Está localizado no litoral oriental do estado do Maranhão e abrange três municípios: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz. O Parque é uma unidade de conservação federal, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

FONTE: ICMBio

Brasil poderá ter sítio misto reconhecido pela Unesco

Candidatura engloba unidades de conservação da Serra da Bocaina e da Baía da Ilha Grande Paraty e seu centro histórico, além do valor cultural dos povos tradicionais que vivem na região. Resultado sai em 2019.

Divulgação: ICMBIO

 

As belezas naturais e culturais da Serra da Bocaina de Paraty (RJ) e Angra dos Reis (RJ) concorrem a ser consagradas como Patrimônio Mundial. A candidatura do primeiro sítio misto brasileiro ao título foi oficializada e, na semana passada, a região recebeu visita oficial da Unesco, por meio de representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A candidatura Paraty: Cultura e Biodiversidade envolve as áreas protegidas da cidade de Paraty e seu centro histórico, as preciosas unidades de conservação de Angra dos Reis e toda a Serra da Bocaina, localizada neste dois municípios fluminenses e em quatro outros municípios do Estado de São Paulo: Cunha, São José do Barreiro, Areias e Ubatuba. (veja conjunto de unidades de conservação lista abaixo). Além dos recursos naturais, a proposta enaltece as comunidades quilombolas, indígenas e caiçaras que vivem na região. “O sítio inclui o modo de vida destas comunidades e sua forma de se relacionar com a biodiversidade”, afirma o diretor de Áreas Protegida do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Sotero.

O resultado da candidatura será anunciado em meados do próximo ano, na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que ocorrerá entre 30 de junho e 10 de julho de 2019, em Baku, no Azerbaijão. Caso aprovado, o sítio misto será reconhecido como patrimônio mundial cultural e natural. O título considera, assim, tanto a biodiversidade quanto a cultura viva local, que se traduz em aspectos como o modo de vida, o artesanato e a língua dos povos tradicionais da região.

O reconhecimento contribuirá para a proteção e a valorização da região. “Trata-se de uma região com enorme variedade de ambientes e fisionomias vegetais. Isso proporciona à região uma biodiversidade impar”, explica Sotero. Pelo caráter misto, a candidatura envolve o MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) em conjunto com o Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – Inepac, além das prefeituras.

VISITA

As equipes dos órgãos assessores da Unesco percorreram locais como a Serra da Bocaina e um trecho do Caminho do Ouro, onde há vestígios preservados remanescentes das antigas rotas usadas em expedições para o interior do país. No centro histórico de Paraty, visitaram locais como o Museu de Arte Sacra e a Casa de Cultura. Puderam perceber os registros da presença do homem na região, em períodos ainda mais antigos, como na visita à Oficina Lítica localizada na Praia de Dois Rios, na Ilha Grande. O grupo assistiu, ainda, a manifestações culturais como a apresentação do coral da Aldeia Itaxi (Guarani-Mbya) na Terra Indígena Paraty-Mirim e do jongo no Quilombo do Campinho. Puderam também conhecer a Canoa Caiçara e seu modo de produção.

Nas Unidades de Conservação, vivenciaram a grande diversidade biológica que habita toda a área do Sitio e que se estende do fundo do mar a mais de 2 mil metros de altitude. Por meio de sobrevoos, visitas, trilhas pela Mata Atlântica e atividades de observação de pássaros, foi exposta toda a riqueza que faz da região uma área única no mundo.

Os avaliadores também puderam provar pratos típicos da culinária caiçara e quilombola feitos com ingredientes locais e da biodiversidade, constatando a alta gastronomia que se pratica em Paraty, reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa para a Gastronomia. A intensa semana de trabalho envolveu também várias reuniões com o conjunto amplo de parceiros, entre governos e sociedade civil e só foi possível pelo compromisso e engajamento de todas as instituições.
FONTE: ICMBIO