quarta-feira , junho 19 2019
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Zema participa de reunião com governadores para discutir Previdência

Esse é o terceiro encontro dos governadores em Brasília para discutir a reforma da Previdência e outros assuntos para retomada da economia

 

Governador Romeu Zema (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), participa na manhã desta quarta-feira de reunião de governador, em Brasília, para discutir a agenda econômica do país. O encontro acontece simultaneamente  à ida do presidente Jair Bolsonaro (PSL) À Câmara dos Deputados para entregar a o texto com a  proposta da reforma da Previdência.

A reunião desta quarta-feira (20) dos chefes do executivos estaduais é a terceira a acontecer em Brasília.  Na pauta  dos governadores está previsto um encontro  com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Planalto não confirmou a presença do presidente Jair Bolsonaro nesse encontro.

A pauta econômica tinha sido definida na última reunião, em dezembro, como o assunto a ser tratado em fevereiro, tendo como foco as mudanças na lei previdenciária. Os governadores devem sinalizar como encaminharão as questões às suas bancadas no Legislativo.

Dados da Secretaria Estadual da Fazenda mostraram um rombo de mais de R$ 7 bilhões no fechamento das contas do ano passado, incluindo o adiamento do décimo terceiro salário do funcionalismo, os contracheques de dezembro e parcelas de dívida com a União que não foram pagas.

Outras demandas

Independentemente das particularidades de cada local, há unanimidade entre os governadores em relação ao avanço de propostas que viabilizem a recuperação financeira dos estados, como a liberação de recursos e a securitização.

A proposta de securitização das dívidas está na Câmara dos Deputados e autoriza os estados a vender créditos que têm a receber dos contribuintes. Desde o primeiro encontro, pelo menos 20 governadores se uniram em defesa da aprovação do texto.

Outro ponto comum é o pedido de liberação de recursos do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para os estados.

Também estão na pauta dos estados reformas administrativas e tributárias. Em dezembro, o vice-presidente, Hamilton Mourão disse que é preciso melhorar a distribuição de receitas entre os entes federados, com redução do peso do governo federal nessa divisão. Para Mourão, os recursos têm que chegar aos estados para atendimento de demandas da população em diversas áreas.

 

FONTE: Estado de Minas

STF proíbe bloqueio de R$ 612,5 milhões nas contas de Minas

Verba refere-se a parcela de empréstimo do estado com instituição financeira quitada pela União. Em liminar, o ministro Luiz Fux reconheceu que Minas Gerais vive ‘penúria fiscal’

Para o ministro Luiz Fux, opção da União por bloquear recursos de Minas é ‘contraditória’, já que tem negociado com o estado um auxílio para resgate das contas públicas do estado
(foto: Carlos Moura/SCO/STF)

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) livrou Minas Gerais de um bloqueio de R$ 612,5 milhões nas contas do estado pelo governo federal. O dinheiro seria bloqueado porque a União quitou um parcela de empréstimo do estado com o banco Credit Suisse – firmado em novembro de 2012, no valor de US$ 1,27 bilhão para financiamento parcial do Programa de Reestruturação da Dívida CRC-Cemig.
Na decisão liminar, o ministro Luiz Fux alegou que Minas Gerais vive hoje uma “penúria fiscal” reconhecida no decreto de calamidade financeira assinado pelo então governador Fernando Pimentel (PT) em dezembro de 2015.

Ainda de acordo com o ministro, a situação foi ainda agravada pelo rompimento da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana.

O ministro determinou também  que a União devolva, no prazo de 24 horas, recursos que eventualmente tenham sido bloqueados. No contrato foi prevista garantia da União e contragarantia do estado com receitas próprias e cotas da repartição constitucional. Daí o bloqueio realizado pelo governo federal.

Na ação ajuizada no STF no último dia 15, o governo mineiro alega que em 15 de janeiro deixou de pagar um parcela de US$ 160,6 milhões, o que resultou no bloqueio de verbas pela União, que efetuou o pagamento. O argumento do estado é que o governo federal não aguardou o prazo contratual de 30 dias para quitar a parcela.

“Consoante indica a documentação acostada à inicial, a própria União tem analisado a possibilidade de fornecer auxílio para resgate das contas públicas do Estado de Minas Gerais, tendo inclusive enviado grupo técnico do Tesouro Nacional para a elaboração de diagnóstico econômicofiscal. Além disso, o Estado de Minas Gerais formalizou sua intenção de aderir ao programa de recuperação fiscal da União, nos termos da Lei Complementar 159/2017. A execução de contragarantia durante as tratativas para o resgate financeiro do ente estadual configura, em uma análise preliminar, comportamento contraditório da União, vulnerando o princípio da segurança jurídica (art. 5º, caput, da Constituição)”, escreveu Luiz Fux em sua decisão.

Além da devolução de recursos e proibição de novos bloqueios, a decisão liminar determina ainda que a União não inscreva Minas Gerais em cadastros de inadimplência com a alegação do contrato descumprido. Em 25 de março haverá uma audiência de conciliação no STF entre representantes do estado e da União.

Inadimplência

 

No último dia 13, o governo também conseguiu suspender, no STF, um bloqueio de R$ 136 milhões no caixa estadual que seria feito pelo Banco do Brasil em repasses destinados ao estado. A União iria reter unilateralmente os recursos em por causa do vencimento de parcelas de financiamentos.

Em janeiro, o presidente do STF, Dias Toffoli, também suspendeu um bloqueio de R$ 443,3 milhões nas contas de Minas, ao julgar um pedido liminar do estado. O valor seria bloqueado pelo governo federal como garantia em um contrato de empréstimo com o Banco do Brasil.

Na ação ajuizada no STF, o governo mineiro alegou que foi notificado pela União para pagar a parcela, mas sem a abertura de um processo administrativo – instrumento adequado para reclamar a inadimplência do estado.

Entre 2012 e 2013 o estado firmou dois empréstimos com o Banco do Brasil, num total de R$ 4,6 bilhões para programas de desenvolvimento e de infraestrutura rodoviária.

A decisão de Dias Toffoli também proibiu a União de inscrever Minas Gerais no cadastro de inadimplentes com a União.

Brumadinho: Cidades atingidas por rejeitos vão receber R$ 2,3 milhões para controle de epidemias

Uma portaria publicada nesta terça-feira (19) no Diário Oficial da União autoriza o repasse de R$ 2,3 milhões em verbas do Ministério da Saúde para cidades atingidas pelo desastre da barragem da Vale em Brumadinho. O uso da verba prevê o fortalecimento do sistema da vigilância em saúde, ações de vigilância, prevenção e controle de epidemias.

Os recursos do Fundo Nacional de Saúde vão atender as cidades de Betim, Brumadinho, Curvelo, Esmeraldas, Felixlândia, Florestal, Fortuna de Minas, Igarapé, Juatuba, Maravilhas, Mário Campos, Papagaios, Pará de Minas, Paraopeba, Pequi, Pompéu, São Joaquim de Bicas e São José da Varginha. (Confira abaixo o valor destinado a cada cidade)

Uma das justificativas para a liberação da verba é a possibilidade do aumento de doenças infectocontagiosas, que podem se transformar em epidemia na região afetada. Outra preocupação do ministério é com a qualidade da água do rio Paraopeba, com concentração de metais pesados acima dos níveis recomendados.

Zema anunciou R$ 196 milhões

O governador Romeu Zema (Novo) usou as redes sociais nesta segunda-feira (18) para anunciar a liberação de recursos para a saúde do estado. O convênio anunciado após assinatura de termo com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, prevê o repasse de R$196 milhões do Governo Federal. Segundo o governador, as medidas vão beneficiar cerca de um milhão de pessoas no estado, em áreas como prevenção, controle de epidemias, atenção hospitalar e saúde mental.

Repasses para cidades

MUNICÍPIO VALOR R$
Betim 1.041.485,04
Brumadinho 200.000,00
Curvelo 195.243,90
Esmeraldas 173.404,59
Felixlândia 50.000,00
Florestal 30.000,00
Fortuna de Minas 30.000,00
Igarapé 100.000,00
Juatuba 75.000,00
Maravilhas 30.000,00
Mário Campos 50.000,00
Papagaios 30.000,00
Pará de Minas 130.677,19
Paraopeba 50.000,00
Pequi 30.000,00
Pompéu 50.000,00
São Joaquim de Bicas 75.000,00
São José da Varginha 15.000,00
TOTAL 2.355.810,72
FONTE: G1

Governo anuncia escala de pagamento de fevereiro e março

Governo anuncia escala de pagamento de fevereiro e março — Foto: Redes Sociais

 

O governo de Minas Gerais divulgou, nesta quarta-feira (6), a escala de pagamento dos salários do funcionalismo público de fevereiro e março. De acordo com uma publicação do governador Romeu Zema (Novo), a primeira parcela de fevereiro será paga no dia 13, com o valor de R$2 mil para todas as categorias e até R$3 mil para os servidores da saúde e da segurança pública.

O governador ainda apontou que dia 25 será paga a segunda parcela, quitando o salário de todos os funcionários. Em março, a previsão é que a escala siga o mesmo cronograma, com alteração da segunda parcela para o dia 26.

No vídeo, o secretário de fazenda, Gustavo Barbosa, explicou como seria feito o pagamento. “A gente sabe que não é o ideal, mas a gente vem se esforçando muito para que a gente consiga fazer essa organização”, completou.

No dia 28, o governador anunciou o pagamento do 13º salário de 2018do funcionalismo público – nativos, inativos e pensionistas. Segundo Zema, serão 11 parcelas, de fevereiro a dezembro.

A parcela deve ser depositada sempre no primeiro dia útil após o dia 20 de cada mês. A antiga gestão estadual não pagou o 13º, deixando a dívida para o atual governador.

Datas:

Fevereiro:

  • Dia 13 – pagamento de R$2 mil para todas as categorias e R$3 mil servidores da saúde e segurança;
  • Dia 21 – previsão de pagamento de uma parcela do 13º salário;
  • Dia 25 – pagamento da segunda parcela do salário.

Março:

  • Dia 13 – pagamento de R$2 mil para todas as categorias e R$3 mil servidores da saúde e segurança;
  • Dia 21 – previsão de pagamento de uma parcela do 13º salário;
  • Dia 26 – pagamento da segunda parcela do salário.
FONTE:  G1

Zema divulga contracheque do 13º para servidores, que receberão em 11 vezes

Funcionários se queixam de que tentavam consultar o demonstrativo desde o dia 1º de dezembro para saber quanto vão receber

O governador Romeu Zema anunciou o parcelamento do 13º pelas redes sociais (foto: Gil Leonardi/Imprensa MG )

O demonstrativo do pagamento do 13º salário de 2018 devido aos cerca de 600 mil servidores públicos mineiros foi disponibilizado ao funcionalismo somente nessa terça-feira (5), mais de dois meses depois do previsto. Apesar de o ícone estar na página desde 1º de dezembro, quando era esperado que os dados fossem informados, os contracheques ainda não haviam sido incluídos nos links no Portal do Servidor.

O pagamento de fato, segundo informou o governador Romeu Zema (Novo), começa no próximo dia 21 de fevereiro e será feito em 11 vezes.

 

A informação entrou no ar no Portal do Servidor(foto: Reprodução)
A informação entrou no ar no Portal do Servidor(foto: Reprodução)

Servidores se queixam que não houve divulgação do demonstrativo nas redes de comunicação internas do governo. Somente ontem, quando alguns deles consultaram o portal, descobriram que o demonstrativo estava disponível.

“No dia 1º de dezembro aparecia a folha mensal, que é o contracheque de novembro (pago em dezembro) e o ‘folha 13°’, mas quando a gente clicava nesta segunda aparecia o recado de que a consulta estava indisponível. Desde então todos tentávamos consultar”, disse um servidor.

Os funcionários do estado também só souberam quando vão receber o benefício natalino, deixado como dívida pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT), no dia 28 de janeiro.

Depois da pressão e paralisação de várias categorias – e de o governo adiar o anúncio por causa do desastre de Brumadinho –, o governador Romeu Zema informou naquele dia em vídeo nas redes sociais que o pagamento será feito em parcelas, sempre ao primeiro dia útil depois do dia 20 de cada mês.

Pagamento e descontos

Pelas leis trabalhistas, o 13º deve ter a primeira parcela paga até o dia 30 de novembro do ano trabalhado e a segunda não pode ultrapassar 20 de dezembro. No cálculo da segunda parte deve ser demonstrado um recibo integral. Entram na base de cálculo do benefício salário variável como comissões, gratificações, horas extras e adicionais.

Segundo uma funcionária, os descontos de contribuição previdenciária, imposto de rende e a taxa do Instituto de Previdência de Minas (Ipsemg) vieram todos no demonstrativo de uma vez. Os servidores não sabem, no entanto, se os valores serão diluídos nas 11 parcelas ou incidirão em algum dos meses.

Um adicional de R$ 47 pago como vale-refeição não entrará na conta, já que o decreto de Pimentel que o criou previa que os funcionários só receberiam pelos dias efetivamente trabalhados. Com isso, o valor é descontado em folgas, férias, ausências justificadas e licenças médicas.

governo de Minas foi questionado sobre o pagamento do 13º e os respectivos descontos, mas ainda não retornou ao Estado de Minas.

Minas Gerais tem 371.786 servidores ativos serão afetados pela medida, além de 256.081 inativos e 52 mil pensionistas. Totalizando 679.867 servidores. Segundo o secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, a folha de pagamento mensal custa cerca de R$ 3 bilhões aos cofres públicos.

Durante a apresentação da reforma administrativa de Zema nessa terça-feira, Barbosa afirmou que não há previsão para o fim do parcelamento dos salários dos servidores.

 

FONTE: Estado de Minas 

Em entrevista ao EM, Zema fala em punição severa por desastre em Brumadinho

Chefe do Executivo promete apuração de responsabilidades e atenção às famílias. E sustenta que o plano de agilizar licenciamentos, anunciado na campanha, não implica reduzir rigor

 

“Os recursos financeiros são muito limitados neste momento, mas os recursos humanos do povo mineiro são infindáveis” – Romeu Zema (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

 

Pela segunda vez, o estado de Minas Gerais, detentor do maior número de represas do Brasil, se vê socorrendo feridos e recuperando corpos após o rompimento de uma barragem de rejeitos da nossa maior riqueza mineral, o minério de ferro. A tragédia do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, na Região Central, ainda tem centenas de desabrigados e a do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, centenas de mortos. Pouco mais de um mês depois de assumir o governo de Minas, Romeu Zema (Novo) enfrenta a maior crise socioambiental por que uma unidade da Federação já passou. Em meio a essa situação, que demanda esforços de todo o país, o governador concedeu entrevista exclusiva ao Estado de Minas, para falar sobre essa tragédia e a resposta que o estado tem dado. “O próximo passo será apurar as responsabilidades sobre o rompimento e trabalhar para que haja punição severa e exemplar”, disse o governador, que destacou o trabalho dos bombeiros. E garantiu: “Na campanha eleitoral falamos muito sobre dar agilidade aos licenciamentos, mas isso não significa, de forma alguma, ser menos rigorosos ou exigentes nessas análises”.

Como o senhor foi informado da ocorrência dessa tragédia?

Estava em uma agenda fora de BH, quando o coronel Borges (chefe do Gabinete Militar do governador e da Defesa Civil) me ligou e informou sobre o rompimento da barragem B1 da Mina do Feijão. Imediatamente, retornei para a capital para as primeiras providências. Enquanto isso, meu vice, Paulo Brant, que estava na capital, se deslocou para Brumadinho até que eu chegasse.

Quais foram as primeiras atitudes e como o senhor avalia a resposta do governo de MG?
Nossa primeira atitude foi criar o gabinete de crise. Enquanto retornava para BH, fui monitorando as ações por celular. Alinhamos junto à Defesa Civil, ao Corpo de Bombeiros, à Polícia Militar e à Polícia Civil e às secretarias de governo as primeiras ações. Preparamos as equipes para seguir imediatamente para Brumadinho. Acredito que nossa equipe trabalha muito afinada. E bons trabalhos são feitos em fluxo contínuo, com cada um fazendo a sua parte sincronizadamente com as demais.

Os recursos do estado têm sido suficientes para suprir uma operação desse porte?
Não. Como é de conhecimento de toda a população, Minas Gerais vive o pior cenário econômico da sua história e é o estado mais endividado da Federação. Nosso compromisso é com o povo e, por isso, empregamos todos os esforços possíveis para auxiliar as pessoas afetadas pelo rompimento da barragem. O estado, infeliz e irresponsavelmente, está falido. Assumi o governo e, em menos de 30 dias, tenho que lidar com o maior crime ambiental de Minas e já com mais de uma centena de mortos. Mas, mesmo nesse cenário caótico, me enche de esperança ver a disponibilidade e solidariedade tanto das nossas equipes, quanto do povo mineiro. Acredito que a solidariedade é uma das características mais bonitas do povo mineiro. Nas idas a Brumadinho, via a gana dos nossos militares para prestar um bom trabalho para a população. Via o empenho deles na busca por sobreviventes e no auxílio às vítimas. Acompanhava nas redes sociais as pessoas se mobilizando para doar alimentos e água para as pessoas que estavam lá. Os recursos financeiros são muito limitados neste momento, mas os recursos humanos do povo mineiro são infindáveis. Pessoas simples, solidárias, de bom coração, prontas para estender as mãos a qualquer momento. Acredito que se mantivermos o Estado coeso, como agimos agora, mudaremos essa realidade que tanto nos incomoda. O nosso propósito é mudar Minas para melhor. Com mais empregos, segurança e recursos.

Quais serão os próximos passos?
O próximo passo será apurar as responsabilidades sobre o rompimento e trabalhar para que haja punição severa e exemplar. O estado, por meio da Advocacia-Geral, já desde o primeiro dia da tragédia conseguiu um bloqueio bilionário de recursos da Vale para assegurar que as famílias atingidas sejam amparadas. Estamos falando de perdas de centenas de vidas. Isso, infelizmente, nunca poderá ser reparado. No entanto, daremos total atenção aos familiares das vítimas, justamente em respeito às vidas que foram perdidas ali.

E quanto à devastação ambiental?
Na esferal ambiental, determinamos a desativação de todas as barragens construídas a montante. Outro fato a salientar é que mantivemos o secretário de Meio Ambiente, Germano (Luiz Gomes Vieira, que atuou também no governo de Fernando Pimentel), após ouvirmos diversas lideranças desse setor e que se mostravam favoráveis à continuidade dele, justamente pelo trabalho que foi feito na pasta após o desastre de Mariana, frisando que ele não era o secretário à época desse primeiro rompimento, embora seja um servidor efetivo da Semad.

Há uma controvérsia sobre a aceleração das licenças para atividades como a mineração. Isso pode tornar essa atividade menos segura?
Na campanha eleitoral falamos muito sobre dar agilidade aos licenciamentos, mas isso não significa, de forma alguma, ser menos rigorosos ou exigentes nessas análises. Minas leva a mineração até no nome. Não poderemos crucificar o setor, que é um dos esteios da nossa economia. Mas, a partir de agora, a parte que nos cabe será reforçada para que não ocorram mais mortes nessa atividade. Vamos fazer uma triagem intensa nas barragens atuais para checar se há outras em situação de risco.

Há alguma previsão de auxílio externo?
Sobre auxílio, temos tido muita solidariedade de todos, citando o exemplo da parceria afinada com a União por meio do presidente (Jair) Bolsonaro e até com países amigos, como é o caso de Israel, nesse pronto atendimento às vítimas de Brumadinho. Em um aspecto mais amplo, o que vamos precisar mesmo é que os projetos para a recuperação fiscal passem na Assembleia para que possamos aderir ao plano do Tesouro Nacional o mais rápido possível e ter um fôlego nas contas públicas do Estado.

Alguma mensagem para as famílias atingidas e mineiros?
Quero deixar uma mensagem de esperança para todas mineiras e mineiros. Que não está faltando empenho e trabalho para superarmos esse momento de profunda tristeza e luto. Vejo no exemplo de garra e eficiência dos nossos militares no salvamento uma saída para resolvermos nossos problemas assim. Com todos imbuídos numa mesma causa: restaurar Minas Gerais. Das tragédias ambientais e da falência financeira.

Desmonte de barragens da Vale envolve dois complexos minerários

No total, serão duas minas desmanteladas: Vargem Grande e Paraopebas, todas no modelo de alteamento a montante

 

Mina do Córrego do Feijão é do modelo de alteamento a montante
(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

 

A Vale vai desmontar 10 barragens construídas a montante,  mesmo molde da estrutura que se rompeu na sexta-feira em Brumadinho. Para isso, as operações nos empreendimentos onde elas estão localizadas serão interrompidas por até três anos, anunciou nesta terça-feira, em entrevista coletiva, o presidente da companhia, Fabio Schvartsman. A decisão da empresa foi apresentada hoje ao Ministério das Minas e Energia, em Brasília, e ontem, ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo). O programa vai custar R$ 5 bilhões e deve reduzir a produção de minério de ferro da companhia em 10%. Serão descomissionadas – descaracterizadas como barragens e rejeitos para reintegrá-las ao meio ambiente – quatro estruturas do complexo Vargem Grande (Abóboras, Vargem Grande, Capitão do Mato e Tamanduá) e cinco do Paraopebas (Jangada, Fábrica, Segredo, João Pereira e Alto Bandeira). Todas elas já estão desativadas e se distribuem por cinco cidades. A lista inclui também a represa de rejeitos da Minas do Córrego do Feijão, que colapsou na semana passada.

Segundo Schvartsman, a maioria das barragens da mineradora é construída em maciço, o método convencional. “E essas jamais, historicamente, tiveram problemas no Brasil ou fora do país. Há um pequeno número de construções a montante, que é o mesmo método construtivo de Mariana e de Brumadinho”, afirmou. Pelo método de alteamento a montante, vários degraus são erguidos contra o talude ou contra a parede da estrutura que dá sustentação à barragem, à medida que a quantidade de rejeitos aumenta. Esse modelo é o mais barato e arriscado.

O projeto de descomissionamento dessas estruturas já vinha sendo desenvolvido desde o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, Região Central de Minas, em 2015. A estrutura pertencia à Samarco, da qual a Vale é uma das controladoras. Segundo o presidente da companhia, a diretoria que estava à frente da mineradora na época do desastre fez levantamento das então 19 barragens em construção a montante da companhia. A mineradora, então, as paralisou, tornando inativas todas elas, trabalhando com especialistas internacionais para ter segurança da estabilidade, explicou.

Concomitantemente, foi iniciado o descomissionamento gradual, já concluído em nove represas de rejeitos. Sobraram 10, entre elas, a barragem da Mina do Córrego do Feijão, que se rompeu, onde o processo já estava em andamento. Os órgãos ambientais mineiros concederam licença em dezembro para os trabalhos. Depois do desastre de Brumadinho, a direção atual decidiu executar o plano imediatamente em todas as estruturas remanescentes.

Com o descomissionamento, o rejeito é retirado e lhe dado algum uso, como ser transformado em tijolo, ou coberto e integrado à natureza para não interferir em mais nada. “A decisão da companhia, depois desse desastre, é de que não podemos mais conviver com isso. Foi referendado pelo Conselho de Administração o plano de eliminar todas as barragens a montante, descomissionar todas, com efeito imediato”, anunciou Schvartsman. Para isso, será necessário paralisar as operações de mineração em todos os locais que estão nas proximidades delas, por causa do risco de desmoronamento em virtude da interferência da operação das minas durante o processo de desativação das áreas, explicou.

O presidente da Vale informou ainda que os projetos estão prontos e serão enviados para licenciamento ambiental à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) nos próximos 45 dias. Depois da concessão, será dado início imediato ao descomissionamento. A estimativa é de que os trabalhos levem no mínimo um ano e máximo de três, dependendo das características de cada estrutura.

EFEITOS ECONÔMICOS A paralisação das atividades terá seus efeitos econômicos. A empresa deixará de retirar 40 milhões de toneladas por ano de minério de ferro (pico anual que será perdido na produção quando todas as barragens estiverem simultaneamente em descomissionamento), além de 11 milhões de toneladas/ano de pelotas. “Isso representa o esforço de uma empresa de mineração de dar resposta cabal e à altura diante da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho. O plano foi produzido três ou quatro dias após o acidente e é definitivo, drástico para não deixar dúvida de que todo sistema da Vale está seguro”, relatou Fabio Schvartsman. “Temos laudo de estabilidade e auditoria recente segundo os quais nossas estruturas estão em perfeita estabilidade. Mas resolvemos não aceitar apenas esses laudos e agir de outra maneira”, acrescentou.

A parada de operações representa 10% do total de minério produzido pela Vale – 400 milhões toneladas por ano. O descomissionamento, a ser feito por empresas contratadas pela companhia, vai custar R$ 5 bilhões. A empresa promete não demitir ninguém. O presidente da companhia informou que os 5 mil trabalhadores das áreas a serem afetadas, entre empregados próprios e terceirizados, serão absorvidos no plantel da Vale, que conta com 80 mil pessoas, entre os que fazem parte de seu corpo de funcionários e aqueles que são de empresas prestadoras de serviços.

“Quando houve o acidente de Mariana, a decisão foi paralisar todas as barragens a montante e iniciar trabalho progressivo de descomissionamento. Não fizemos mais rápido porque tínhamos laudos e técnicos especialistas que nos assessoravam e davam guarita a esse plano que vínhamos executando. Não havia razão para acelerar, pois há impactos sobre operações, no emprego, na produção e na arrecadação. Agora, queremos acabar com todas no menor prazo tecnicamente possível.”

 

FONTE: ESTADO DE MINAS

‘Vamos aumentar a chance de encontrar sobreviventes’, diz Zema sobre apoio de Israel

Segundo governador de Minas, equipamentos e militares israelenses serão fundamentais nas buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho

Segundo governador de Minas, equipamentos e militares israelenses serão fundamentais nas buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho

 

Brumadinho – Em sua segunda aparição pública desde o desastre de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador Romeu Zema (Novo) agradeceu o apoio do Exército de Israel nos trabalhos de busca e salvamento na cidade mineira. De acordo com ele, as 16 toneladas de tecnologia trazidas pela potência bélica serão fundamentais para melhores resultados.

“Sou muito grato (a Israel). Com a tecnologia deles, nós vamos aumentar, e muito, as chances de encontrarmos novos sobreviventes e vítimas. Isso vai amenizar a angústia que as famílias dessas vítimas têm passado”, disse o chefe do Executivo.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Pedro Aihara, militares do país do Oriente Médio vão trabalhar junto com a corporação nas zonas quentes do desastre. “A gente fez uma divisão de áreas. Israel trabalha com coordenação dos bombeiros. Será um trabalho conjunto próximo ao espaço administrativo, acima do pontilhão colapsado pela lama, as duas forças atuam. Antes do pontilhão, só os brasileiros”, explicou.
“Sou muito grato (a Israel). Com a tecnologia deles, nós vamos aumentar, e muito, as chances de encontrarmos novos sobreviventes e vítimas. Isso vai amenizar a angústia que as famílias dessas vítimas têm passado”, disse o chefe do Executivo.
Segundo o porta-voz dos bombeiros, Pedro Aihara, militares do país do Oriente Médio vão trabalhar junto com a corporação nas zonas quentes do desastre. “A gente fez uma divisão de áreas. Israel trabalha com coordenação dos bombeiros. Será um trabalho conjunto próximo ao espaço administrativo, acima do pontilhão colapsado pela lama, as duas forças atuam. Antes do pontilhão, só os brasileiros”, explicou.

Governo de Minas adia anúncio sobre pagamento de 13º

Decisão foi tomada em razão do rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho

(foto: Twitter/Reprodução )

 

Com o rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o governo de Minas Gerais adiou o anúncio da forma do pagamento do 13º salário do ano passado.

Na manhã desta sexta-feira, a assessoria de imprensa do governo havia confirmado a divulgação de informações sobre o abono natalino para esta tarde. Não há uma nova previsão para o anúncio.

No final de semana passado, por meio de sua conta no Twitter, o governador Romeu Zema (Novo) havia prometido uma resposta para o funcionalismo público até esta sexta-feira.

O abono é refente a 2018, ainda na gestão de Fernando Pimentel (PT), que não quitou o benefício com o argumento de não haver dinheiro em caixa.

 

FONTE: Estado de Minas

Vice de Zema diz que é preciso escolher se paga prefeitos ou servidores

Segundo Paulo Brant, que prometeu uma resposta aos municípios até sexta-feira, os recursos são insuficientes para fechar a conta

Brant também afirmou que hoje a situação de Minas é pior que a do Rio de Janeiro
(foto: Juarez Rodrigues / EM / D.A. Press)

 

O governador Romeu Zema (Novo) adiou o anúncio de uma solução aos prefeitos para o atraso nos repasses constitucionais, que havia prometido para até a manhã desta terça-feira (22). Em vez do pronunciamento, coube ao vice-governador Paulo Brant dizer que a resposta será dada até esta sexta-feira (25).

Em entrevista à Rádio CBN, Brant reconheceu que os administradores municipais tem razão sobre a queixa e que o estado fica “envergonhado” com a situação. “Os prefeitos tem razão, o estado tem que repassar integralmente o que é devido”, afirmou.

Porém, segundo Brant, desde que Zema assumiu, a arrecadação mensal não é suficiente para pagar prefeitos e servidores, mesmo com atraso.

“O que o estado arrecada não dá conta de pagar o servidor, mesmo atrasado, e o repasse do município. É um ou outro, ou uma parte de um e uma parte de outro. É inadmissível, ficamos até envergonhados mas não consigo aumentar receita a curto prazo e a despesa é dada, então é uma escolha de sofia”, afirmou.

Polícia

O vice-governador não comentou o uso das forças policiais para fazer uma barreira para os prefeitos que foram ontem à Cidade Administrativa. Centenas deles foram à sede do governo tentar falar com Zema após aprovar, em assembleia da Associação Mineira de Municípios (AMM) a diretriz de entrar com um pedido de impeachment de Zema no dia 1º de fevereiro, caso ele não regularize os repasses.

Brant disse que o governo está “raspando todo o dinheiro que puder economizar”. Segundo ele, até sexta-feira o Executivo informará a partir de que data os repasses serão regularizados.

Na entrevista, o vice de Zema afirmou que a situação de Minas Gerais hoje é pior que a do Rio de Janeiro. De acordo com ele, além do déficit de cerca de R$ 15 bilhões no orçamento deste ano, há a dívida com os prefeitos e cerca de R$ 6 bilhões relativos aos depósitos judiciais usados por Pimentel, além de valores a serem pagos a fornecedores.

De acordo com a AMM, a dívida do governo Zema com as prefeituras é de R$ 342 milhões. Ele também herdou uma dívida do governo Fernando Pimentel (PT) com os municípios que chega a R$ 12,6 bilhões.

Pelas redes sociais, no domingo, Romeu Zema também prometeu dar uma resposta aos servidores sobre o 13º salário do ano passado.

 

FONTE: Estado de Minas