quarta-feira , abril 8 2020
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Rodrigo Pacheco destaca aprovação de projeto sobre gestão de barragens

Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) elogiou nesta quarta-feira (27) em Plenário a atuação dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), como relatores do Projeto de Lei (PL) 550/2019, de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), assim como a aprovação da proposta no Senado nesta quarta-feira (27). O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) e segue para a Câmara dos Deputados.

Ele ressaltou que a data é marcante para o Senado e especialmente para Minas Gerais. O parlamentar chamou atenção para as circunstâncias que antecederam a aprovação do projeto, que torna mais rígida a gestão das barragens no Brasil. A tramitação acelerada do projeto é resultado da catástrofe em Brumadinho, em que o rompimento de barragem de rejeitos tóxicos da mineradora Vale soterrou centenas de pessoas e destruiu o Rio Paraopeba. O rompimento repetiu o desastre de Mariana, em 2015, que matou 19 pessoas e destruiu o Rio Doce.

—  Essa ideia nasceu especialmente quando eu e o senador Antonio Anastasia, juntos, estivemos na cidade de Brumadinho. Visitamos o prefeito municipal e alguns de seus secretários. Era um sábado de manhã e era um cenário de terror e de tristeza — disse.

Rodrigo Pacheco referiu-se ao entendimento para que a proposta definisse a destinação do dinheiro de multas à região afetada em casos como os ocorridos em Brumadinho e Mariana, Minas, e a continuidade do pagamento, pela empresa responsável pelo desastre, da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

— Esse projeto de lei traz institutos de prevenção em relação ao uso de barragens nas minerações Brasil afora, mas também de previsões de reparação. Para que a preocupação do prefeito Neném da Asa [prefeito de Brumadinho], do que seja o futuro do seu município, não precise existir, a dúvida de que a obrigação é da empresa, de que a obrigação é da União, de que a obrigação é do governo do estado de atender Brumadinho quase que perenemente — afirmou.

 

FONTE: Agência Senado

Lama de barragem matou o Rio Paraopeba, conclui estudo da SOS Mata Atlântica

Especialista em recursos hídricos da fundação afirma que a Bacia do Paraopeba está ‘sem condições de vida aquática e do uso da água’, mas que pode voltar a viver

Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão afetou o manancial, segundo relatório da ONG (foto: Edésio ferreira/EM/DA Press)

Arrasado pela lama de rejeitos que vazou da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho, o Rio Paraopeba, um dos importantes afluentes do Rio São Francisco e que garante o abastecimento de 2,3 milhões de pessoas, incluindo habitantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, tornou-se um “rio morto”, “sem condição de vida aquática e do uso da água pela população”. A tragédia ocorreu em 25 de janeiro e deixou até ontem 180 mortos e 130 desaparecidos. O estado do manancial é semelhante ao Rio Doce, devastado pelos rejeitos de minérios da Barragem do Fundão, da Samarco, em Mariana, em 5 de novembro de 2015.

A dramática situação do Rio Paraopeba é apontada pela especialista em recursos hídricos Malu Ribeiro, da Fundação SOS Mata Atlântica, que comandou uma expedição pelo Rio Paraopeba, no período de 31 de janeiro a 9 de fevereiro, a fim de averiguar os impactos da lama de minérios da barragem de Brumadinho na bacia. A especialista apresentou o relatório, mostrado na edição de ontem no Estado de Minas, com o resultado da expedição na Câmara dos Deputados, em Brasília, na manhã de ontem.

“É muito difícil constatar em um relatório técnico de qualidade da água que o Rio Paraopeba, assim como o Rio Doce, está sem condições de vida aquática e de uso pela população em virtude da contaminação que recebeu dos rejeitos de minérios da barragem da mineradora Vale”, afirmou Malu Ribeiro. “A contaminação por metais pesados, a perda de oxigênio e, sobretudo, a perda de 112 hectares de floresta nativa de Mata Atlântica na região de cabeceiras do rio na região do Alto e do Médio Paraopeba trouxeram um enorme prejuízo para a biodiversidade e para várias espécies no momento que era o período final da piracema, quando os peixes sobem o rio para a desova e para procriação. Várias espécies estavam em momento pujante da vida.”

A representante da Fundação SOS Mata Atlântica chama atenção de que a destruição ambiental provocada pela lama de rejeitos na Bacia do Paraopeba tem outro agravante: o risco da proliferação de vetores de doenças, incluindo o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela. “Perdemos toda uma cadeia produtiva. Por isso, há um risco de proliferação de vetores insetos como o pernilongo da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela. Há um ambiente nocivo, que favorece a proliferação dessa fauna nociva em desequilíbrio”, alerta.

SALVAÇÃO Malu Ribeiro diz que a “morte do Paraopeba” é culpa direta da lama de rejeitos e contaminação por metais pesados que saíram da barragem da Vale. “O que provocou esse terrível dano ambiental foi rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale, que, além de ter carreado toneladas de rejeitos de minérios para o leito do rio,  nascentes e toda Bacia do Paraopeba nesse trecho, acabou carreando também outros contaminantes, como todo o material de organismos em putrefação e decomposição às áreas produtivas com solos com fertilizantes e defensivos agrícolas. Tudo isso forma um grande volume de contaminantes”, comenta.

A especialista, contudo, diz que, embora o Paraopeba esteja um “um rio morto nesse momento”, ainda há esperança de que ele volte a “viver”.  “Quando a gente diz a morte do rio, não é uma morte permanente porque ele pode se recuperar.” Ela explica que a “volta” do importante afluente do Rio São Francisco depende de uma série de ações. “Para recuperar o Paraopeba será preciso recuperar as matas ciliares, redesenhar os meandros da geografia que o rio perdeu. (Será necessário) monitorar de forma permanente os reservatórios das usinas de Retiro Baixo e de Três Marias,  sendo estabelecidas pelos comitês das bacias do Rio Paraopeba e do próprio Rio São Francisco regras operacionais que permitam minimizar o carreamento de rejeitos e, principalmente, de metais pesados ao longo da Bacia do Rio São Francisco.

O RELATÓRIO
 A Expedição da Fundação SOS Mata Atlântica percorreu 2 mil quilômetros de estrada, ao longo de 21 municípios, para analisar a qualidade da água em 305 quilômetros do Rio Paraopeba afetados pelo rompimento da Vale. O relatório da expedição, apresentado ontem em Brasília, revela que a lama de rejeitos provocou um rastro de destruição ao longo do manancial, elevando o nível de metais pesados na água, que ficou imprópria para o consumo.

Os técnicos e especialistas da organização não-governamental (ONG) percorreram a extensão do Paraopeba que vai desde o Córrego do Feijão, em Brumadinho, até a Usina de Retiro Baixo, em Felixlândia, na Região Central de Minas. Os resultados do levantamento foram apresentados na manhã de ontem, na Câmara dos Deputados (Auditório Nereu Ramos), em Brasília.

Segundo relatório, em toda a extensão percorrida, a água não tem condições para o consumo humano e animal. Dos 22 pontos analisados, 10 apresentaram resultado ruim e 12 péssimo. Além disso, foram encontrados metais pesados na água, como ferro, manganês, cobre e cromo, em níveis muito acima dos limites máximos fixados na legislação. Ainda conforme o levantamento da Fundação SOS Mata, foram devastados pela lama rejeitos 112 hectares de florestas nativas, dos quais 55 hectares situados em áreas que, até então, eram “bem preservadas”.

Os participantes da expedição lembram que “a região do Alto Paraopeba, estratégica para a manutenção dos recursos hídricos da bacia e do Rio São Francisco, foi justamente a mais impactada com o despejo de 14 milhões (na verdade, 13 milhões) de toneladas de rejeitos de minério sobre as áreas”.

FONTE: Estado de Minas 

Comitê do Rio das Velhas fará inspeções em barragens na região do Alto Rio das Velhas

Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas verifica situação de barragens entre Ouro Preto e Jequitibá. Receio é que material tóxico atinja manancial e prejudique abastecimento

 

Represa Mundo Mineração, em Rio Acima, está abandonada há cerca de sete anos e tem dupla classificação de alto risco: possibilidade de acidente e dano potencial (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

 

Equipes do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) vão percorrer barragens localizadas ao longo do manancial entre Ouro Preto e Jequitibá, na Região Central de Minas Gerais. O objetivo é verificar as condições dos reservatórios nesse trecho, chamado de “Alto Velhas”. O receio é que diante de rompimentos, como ocorreu em Brumadinho e Mariana, o material armazenado nessas represas atinja o rio e o abastecimento de cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte seja prejudicado.

Levantamentos sobre as barragens das cidades ao longo do Alto Velhas estão sendo realizados pela área técnica do comitê, que é responsável pelas outorgas e barramentos. “Temos uma preocupação muito grande, como já anunciamos, com algumas barragens. Diferentemente do Paraopeba, que tem captação de água em represas e reservatórios, no Velhas se dá por meio de fio d’água. Então, caso aconteça algo semelhante como em Brumadinho, seria preciso interromper o abastecimento na região metropolitana. Lembrando que na Grande BH é feito meio a meio entre o Sistema Paraopeba e o Rio das Velhas”, pontuou Marcus Vinícius Polignano, presidente do CBH Rio das Velhas.

Entre as barragens que estão ao longo do trecho que será analisado pelo Comitê está a  da Mundo Mineração em Rio Acima, na Grande BH. O reservatório está abandonado há aproximadamente sete anos e armazena materiais tóxicos. O empreendimento está na lista dos que têm dupla classificação de alto risco – na possibilidade de acidentes e na extensão do dano potencial em caso de rompimento – como a barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho. Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a barragem será descomissionada, ou seja, será esvaziada e passará por posterior reabilitação.

“A barragem da Mundo Mineração, em Rio Acima, é uma mina antiga de ouro que foi abandonada. Está literalmente abandonada. Lá tem uma represa onde há uma concentração altíssima de metais pesados, inclusive o cianeto. Então, temos uma preocupação grande quanto ao destino final desta barragem, pois é potencialmente muito delicada”, afirmou Polignano.

A operação ainda se encontra na fase preliminar. Ainda está sendo feito, pela equipe técnica do Comitê, um estudo das barragens que se encontram em Ouro Preto e Jequitibá. “O grupo já tem reunião agendada a partir de semana que vem para discutir e traçar todo o processo de trabalho. Queremos agilizar o processo ao máximo para que possamos, de alguma forma, estar atentos a situação que se encontra no Velhas. Quero dizer que não é obrigação efetiva fazer isso, que é um papel efetivo do estado e do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), mas como a gente tem essa preocupação de responsabilidade de gestão da bacia hidrográfica, não podemos nos fazer omisso. É hora de exatamente ir atrás de respostas, e é isso que estamos fazendo”, concluiu o presidente do Comitê Rio das Velhas.

RIO PARAOPEBA Os 12 milhões de rejeitos de minério que desceram da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, atingiram o Rio Paraopeba. Desde do dia seguinte a tragédia, a análise estão sendo feitas em 10 pontos de coleta distribuídos ao longo de 300 quilômetros, entre município e Felixlândia. Foram encontrados valores até 21 vezes acima do aceitável de chumbo total e mercúrio total. Também foi constatada a presença de níquel, cádmio e zinco. Diante dessa situação, o Governo de Minas desaconselha o uso da água para qualquer finalidade até que a situação esteja normalizada. A recomendação vai desde a confluência do manancial com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas.

A Vale instalou barreiras para tentar impedir o avanço da lama pelo Rio Paraopeba. A terceira membrana de contenção entrou em operação na terça-feira em Pará de Minas. Outras duas barreiras foram colocadas no último fim de semana. A iniciativa é uma medida preventiva e faz parte do plano apresentado pela empresa mineradora ao Ministério Público e aos órgãos ambientais.

Equipes da Fundação SOS Mata Atlântica percorrem o Rio Paraopeba para fazer análises da água. A entidade afirma que já fez o monitoramento em 11 diferentes pontos. A instituição informou que “a maioria deles possui água com condição péssima”. Uma das verificações foi feita depois das barreiras instaladas pela Vale. O resultado não foi positivo. “Para analisar a efetividade das membranas instaladas pela Vale, que têm como objetivo conter os rejeitos, a equipe da ONG realizou medições antes e depois das barreiras. No primeiro ponto, onde o rio possui intensa corrente – trecho mais largo até agora –,o índice de oxigênio chegou a 3mg/l e a turbidez a 683,8 NTU (sigla em inglês para a unidade matemática Nefelométrica de Turbidez, que verifica quantidade de partículas sólidas em suspensão, o que impede a passagem da luz e a fotossíntese, causando a morte da vida aquática). Essa turbidez equivale a seis vezes mais que o indicado pela legislação ambiental”, afirmou.

Barragem de Bocaiuva começa a ser esvaziada

Uma barragem localizada no distrito de Engenheiro Dolabela, em Bocaiuva, no Norte de Minas Gerais, começa a ser esvaziada para reduzir o risco de colapso. Uma reunião realizada na terça-feira na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) debateu a situação da Barragem da Caatinga. A estrutura tem capacidade para armazenar 23 milhões de metros cúbicos de água. A represa cruza o assentamento Betinho, o maior do estado, onde 760 famílias vivem apreensivas desde 2017, quando foram registrados problemas no local.

Na época, uma estrutura de concreto chegou a ser arrastada durante um temporal e o Comitê da Bacia Hidrográfica da região aprovou documento alertando sobre “o risco de morte iminente das famílias assentadas” e o “desabastecimento do distrito de Engenheiro Dolabela”.

Procurado pela reportagem, o Incra informou que a decisão “pelo descomissionamento total da barragem” foi deliberada pelo Comitê de Decisão Regional do órgão em Minas. Informou ainda que, “por ora, a primeira medida tomada foi a abertura total da comporta para a diminuição gradual do nível de água, com consequente diminuição do risco apontado, inicialmente, pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Jequitaí e do Pacuí”.

O Incra diz que vem realizando uma “série de reuniões com entidades relacionadas à estrutura para definir as próximas ações a respeito”. O encontro de terça-feira contou com representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bocaiuva, com vereadores e outras autoridades do município.

Esporte prejudicado

Caiaques e aventura 200 metros abaixo de onde o Córrego do Feijão deságua no Rio Paraopeba(foto: Rodrigo Rezende de Angelis/Arquivo Pessoal )

Tomado pela lama de minério de ferro, restos de construção e de natureza morta, o trecho o Rio Paraopeba que recebe as águas do Córrego do Feijão era reduto de praticantes da canoagem. A combinação das pedras com curvas sinuosas oferecia condições favoráveis para iniciantes, que se aventuravam com caiaques nas corredeiras sepultadas pelos rejeitos da barragem (foto) da Vale em Brumadinho, na Grande BH. O monitoramento Qualidade das Águas Superficiais de Minas Gerais, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), do terceiro trimestre de 2018, apontou que foi encontrado no Rio Paraopeba  Índice de Qualidade da Água (IQA) “muito ruim”. “Essa condição é favorecida principalmente pelo lançamento de grandes quantidades de esgotos domésticos e efluentes industriais nos corpos de água”, explica o relatório.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SEMAD – Monitoramento na Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba

Em decorrência do rompimento da Barragem B1, no complexo da Mina Córrego Feijão, da Mineradora Vale/AS, em Brumadinho, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semad) intensificaram o monitoramento na Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, na área atingida pelos rejeitos. O trabalho vem sendo feito por meio de um plano de monitoramento emergencial da qualidade das águas e dos sedimentos, elaborado menos de 24 horas após o acidente.

O plano é desenvolvido em conjunto com a Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa), a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O documento contempla a seleção dos pontos de coleta, dos parâmetros analisados e da frequência da coleta das amostras, com o objetivo de avaliar o grau de interferência nos recursos hídricos afetados. Permitirá ainda a avaliação dos níveis de poluição e degradação ambiental.

Os últimos resultados apontam que as alterações da qualidade da água que podem ser vinculadas ao desastre da Barragem B1 podem ser verificados em uma distância aproximada de até 42 quilômetros do local do rompimento. Um desses aspectos avaliados é o índice de turbidez que, para cursos d’água de classe 2, como é o Paraopebada, deve ser de até 100 UNT (unidade nefelométrica de turbidez). Entretanto as últimas análises do Igam constatam valores cerca de 5 vezes acima neste trecho.

As amostras de água são retiradas em 10 pontos de coleta distribuídos ao longo de 300 quilômetros, entre Brumadinho e Felixlândia. O primeiro ponto fica antes da confluência do córrego Ferro-Carvão, na localidade de Melo Franco, em Brumadinho, e o último, a 318 quilômetros dali.

As análises da água tiveram início em 26 de janeiro de 2019, primeiro dia após o desastre. Na ocasião, foram observadas as maiores concentrações dos parâmetros monitorados. De maneira geral, esses valores apresentaram redução ao longo dos dias.

 

METAIS PESADOS

Desde o dia 4 de fevereiro, os resultados das análises de metais pesados não registram valores acima dos estabelecidos em legislação para o Rio Paraopeba. Nas medições anteriores a essa data, as análises registraram presença de metais pesados mercúrio, cádmio, zinco, mercúrio chumbo, níquel, bário e cobre. No caso dos metais níquel, cádmio e zinco, não há mais ocorrência desde o dia 2 de fevereiro.

Por causa da ocorrência desses materiais nas primeiras análises, a Semad, em conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde, e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) comunicaram que a água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal.

Diante disso e por segurança à população, os órgãos citados passaram a não recomendar a utilização da água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade, até que a situação fosse normalizada. A orientação é válida desde a confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas.

Para manter o abastecimento, o Governo do Estado de Minas Gerais determinou que a Vale fornecesse água potável para as comunidades afetadas. Os detentores dos direitos de captação afetados também puderam solicitar junto ao Igam autorização prévia para intervenção emergencial, em corpo hídrico, de nova captação, em alternativa à intervenção regularizada impactada. Deste modo, eles tiveram seus processos de outorga priorizados pelo Estado a fim de minimizar impactos sociais e econômicos decorrentes, em virtude do interesse público.

Os Informativos diários da avaliação da qualidade da água feitos pelo Igam são disponibilizados diariamente na internet, no endereço www.igam.mg.gov.br

Justiça de Minas cria grupo para mapear ações sobre risco de dano ambiental e humano

O rio Paraopeba, um dos afluentes do rio São Francisco e que percorre mais de 40 cidades em Minas Gerais, é visto na manhã desta terça-feira (5). O rio é afetado pela lama de rejeitos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Duas membranas de contenção de rejeito instaladas no Rio Paraopeba já estão em operação. Elas foram colocadas para proteger o sistema de captação de água em Pará de Minas, que fica a cerca de 40 km de Brumadinho — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

Um grupo de trabalho foi instituído pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para mapear ações que envolvam atividades com potencial risco de dano ambiental e humano.

A determinação é do Comitê para Gestão de Assuntos Emergenciais do TJMG, criado para atuar em situações de emergência como a de Brumadinho, em que mais de 130 pessoas morreram e quase 200 continuam desaparecidas.

Os juízes devem informar em até dez dias os processos que envolvam denúncias sobre riscos ambientais ou humanos, as dificuldades e as sugestões para resolução do problema.

FONTE: G1

‘É um crime contra a humanidade’, diz coordenador do projeto Manuelzão sobre Brumadinho

RIVA MOREIRA /

 

Sedimentos de minério de ferro, provenientes do rompimento da barragem na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, podem chegar ao rio São Francisco. A constatação é de Marcus Vinicius Polignano, coordenador-geral do Manuelzão, um projeto de extensão da UFMG que luta pela revitalização de cursos d´água. Em entrevista ao Hoje em Dia, o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal classifica a tragédia como “crime”. Para o docente, o desastre de Mariana, na região Central, em 2015, não deixou lições.

O senhor esteve na semana passada em Brumadinho para tomar conhecimento da dimensão do desastre. O que foi constatado nessa visita?

Primeiramente, fica o sentimento de devastação do ponto de vista ambiental, das comunidades do entorno e do que foi isso em termos de tragédia humana. Podemos qualificar aquela situação como um crime contra a humanidade, diante da dimensão de tudo. Fica o impacto emocional e também técnico sobre o que foi aquele mar de lama. Quanto a responsabilidades, é uma questão histórica. O rompimento foi uma consequência e, para entender as causas, a gente precisar voltar, entender toda a sequência anterior àquela sexta-feira.

Quais características poderiam apontar para um desastre como esse?

Em primeiro lugar, o modelo adotado pela mineração em Minas Gerais ao longo dos últimos anos é arcaico, obsoleto. O próprio modelo foi construído usando essas armadilhas que, sequencialmente, foram caindo ao longo da história. Portanto, era uma situação absolutamente anunciada. Outra questão é a conivência do Estado perante a mineração, pois, ao invés de cumprir o papel de normatizar, regular e procurar diminuir os riscos, é absolutamente submetido à mineração. Em terceiro lugar, a gente já tinha um passado extremamente ruim. Mariana tinha sido, até então, o maior desastre ambiental do mundo. E a gente não mudou uma vírgula depois disso. Os processos continuaram os mesmos. Por último, o que considero ser o fato mais criminoso da história: uma barragem não se rompe do dia para a noite. A menos que houvesse um fenômeno sobrenatural ou muito extraordinário. Ao contrário, não existia nenhuma causa externa ali. A barragem ruiu por dentro, pela estrutura. E era do conhecimento da empresa ter feito um plano de emergência, um mapa de inundação. Eles sabiam que toda a estrutura de pessoal estava logo abaixo e, mesmo assim, não agiram.

Para o senhor, então, não houve lição após o desastre de Mariana?

No sentido de proteger a vida, nenhuma. Podemos afirmar isso, com todos esses fatos. Tomo muito cuidado com as afirmações que faço. Mas temos histórico, fatos e provas disso. Temos informações e dados para confirmar.

RIVA MOREIRA / Marcus Vinicius Polignano projeto manuelzão

Os rejeitos chegaram ao rio Paraopeba. Qual é a situação lá?

Os córregos do Feijão e o Ferro de Carvão (da bacia do Paraopeba) sumiram, soterrados pelo mar de lama. Ou seja, eram cursos d’água, com qualidade muito boa. Aquele cenário foi varrido. No caso do Paraopeba, essa lama está sedimentando. Todo mundo se preocupa em saber para onde ela está indo, mas a nossa preocupação é sobre onde ela vai ficar. Aqueles sedimentos vão destruindo microorganismos, peixes. Era um dos rios mais piscosos (que tem grande variedade de peixes). Não sabemos, ainda, o quanto essa lama está progredindo, mas com certeza será uma situação duradoura, pois a chuva vai removendo parte desse material e o levando por seu curso.

Qual era o nível de qualidade das águas antes da tragédia?

De turbidez baixa. Mas tinha problema de esgoto, o que sempre foi uma briga envolvendo todos os comitês de bacias. Agora, esse problema se agrega ao minério de ferro. É um desastre o somatório total. A bacia já vinha enfrentando problemas, mas a qualidade piorou 200%.

É possível que o Paraopeba volte a ser o que era antes da tragédia?

É prematuro dizer, mas a história do rio e das águas mudou. Temos, agora, um problema para uma centena de anos. Porque não é um processo que vai lá e remove. A extensão é absurda, e a cada chuva realimenta aquele sistema. E, para ter peixe, precisa ter microorganismo.

Em razão disso, é possível que esses sedimentos cheguem ao rio São Francisco?

Com certeza. Algum material vai chegar. Não sei quanto. No entanto, hoje o drama humano é tão grande que está suplantando todos os outros procedimentos. Mas é preciso que a gente entenda que à medida em que vai se identificando, a gente percebe que números são pessoas. E pessoas têm famílias, relações. Agora, estamos deixando que as equipes do setor operacional funcionem.

Os córregos do Feijão e o Ferro de Carvão sumiram, soterrados pelo mar de lama. Aquele cenário foi varrido

Será feito algum mapeamento dos cursos d’água afetados?

Fizemos uma prévia para ter a coleta de informações no dia em que visitamos Brumadinho, e vamos acompanhar os dados que eventualmente serão divulgados pelos órgãos competentes. O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) está montando um sistema de monitoramento que a gente espera ser totalmente transparente, para termos maiores informações sobre a qualidade de água, e ciência dos processos.

Já é possível adiantar algo sobre as informações coletadas?

Não, até porque o material foi encaminhado para o laboratório, onde será analisado. Isso demanda tempo, mas podemos dizer que alguns cuidados têm que ser tomados. Essa água contaminada pelos rejeitos infiltram e contaminam o lençol freático. E quem tem poços artesianos no entorno do local contaminado definitivamente não deve usar essa água porque provavelmente está contaminada.

Um dos temores é a possibilidade de se afetar o abastecimento na região metropolitana… 

Existe um ponto de captação da Copasa no Paraopeba, mas a companhia tem reservatórios grandes fora dessa área. Hoje, o acúmulo nesses outros lugares é muito grande, por isso o abastecimento na Grande BH está garantido, até então. Mas, no Paraopeba, a captação está afetada, pois a água está contaminada.

Como está o rio Doce três anos após o rompimento da barragem em Mariana?

Não quero ser pessimista, mas posso dizer que está do mesmo jeito que foi deixado. Depois de tanto tempo, os sedimentos permanecem no curso. A viscosidade foi comprometida, a biodiversidade também. De zero a 100% do que poderia ter sido feito lá, não chegamos a 10%. Deixamos na mão de quem provocou o dano cuidar do processo de recuperação. Por isso, não existe empenho do setor porque ele tenta amenizar despesa, controlar processos, minimizar custos.

O que os comitês de bacias têm feito para cobrar?

Desde o que aconteceu em Mariana, tomamos posição. Fomos para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), apoiamos o projeto de iniciativa popular, com 55 mil assinaturas, para mudar as regulamentações e evitar coisas desse tipo. Pedíamos que estruturas como aquelas rompidas não ficassem próximas a aglomerados. Se isso já estivesse vigente, talvez não teria ocorrido agora, de novo. Por isso, é importante lembrar que os políticos da legislação anterior também estão com o pé nessa lama. Agora, o ser humano, o mineiro, e não minério, precisa se indignar. Foi uma negligência, um crime. O Estado precisa ter uma outra conduta e as pessoas precisam acompanhar. A única palavra que consigo utilizar para sintetizar tudo isso é: absurdo. É inacreditável acompanhar aquilo tudo, ver corpos boiando. Absurdo.

Além disso, outra cobrança antiga do Comitê da Bacia do Rio das Velhas é a de que, no rio, seria possível pescar e até nadar. Está sendo possível?

O rio das Velhas sofre com o impacto de mineração, mas há também o problema do esgoto. Até 2009, pouco esgoto era tratado. Mas conseguimos tirar 70% do que era despejado. Dessa maneira, fizemos com que os peixes voltassem àquele curso. Mas, para nadar, é um grande desafio. Temos cobrado da Copasa uma posição, pois é necessário que ela avance nessa questão, com a melhora do tratamento do esgoto. Sozinhos, não damos conta de melhorar um rio. É um desafio. E estamos batalhando nisso.

 

FONTE: HOJE EM DIA 

NOTA COMUNICADO À POPULAÇÃO – SEMAD

COMUNICADO À POPULAÇÃO

 

Em consonância com o Comunicado à Imprensa divulgado pelas Secretarias de Estado de Saúde (SES), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD); e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), baseado no monitoramento de qualidade de água BRUTA realizada pelo Governo de Minas no rio Paraopeba, após o rompimento da barragem B1 (mina do Feijão em Brumadinho) informamos:

 

– Mantêm-se a orientação de não se utilizar a água bruta do rio para qualquer finalidade. As populações ribeirinhas e moradores da zona rural que realizam a captação desse corpo hídrico serão identificados. Por segurança, imediatamente receberão água potável fornecida pela Vale, envasada ou por meio de caminhões pipa.

 

– Não houve comprometimento do abastecimento de água tratada para os municípios que margeiam o Rio Paraopeba: Brumadinho, Mario Campos, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Betim, Juatuba, Florestal, Esmeraldas e Pará de Minas.

 

– O monitoramento de qualidade da água é diário e, portanto, novas análises subsidiarão qualquer medida complementar ou reavaliação desta recomendação.

Água do Rio Paraopeba tem riscos à saúde humana e animal, confirma governo

Conclusão veio por meio de resultado de monitoramento. Água bruta não deve ser usada para qualquer fim e quem apresentar problemas de saúde deve procurar atendimento médico

(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

 

A água do Rio Paraopeba, atingido pela lama do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, oferece riscos à saúde humana e animal. A conclusão vem dos resultados iniciais do monitoramento feito pelo governo de Minas Gerais e foi divulgada, por meio de nota, na madrugada desta quinta-feira.
A orientação é das secretarias de Estado de Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável (Semad), e Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os órgãos não indicam o uso da água bruta do Paraopeba para qualquer finalidade até que a situação seja normalidade. Pessoas e animais devem se manter a uma distância de 100 metros das margens. “O contato eventual não causa risco de morte. E para os bombeiros, que têm trabalhado em contato mais direto com o solo, a orientação da Saúde é para que utilizem todos os equipamentos de segurança”, informa o governo.

 

O estado já determinou que a Vale forneça água potável aos moradores das comunidades afetadas. Também foi suspensa a necessidade de outorga para a perfuração de poços artesianos. Uma equipe da Secretaria de Agropecuária já está percorrendo 20 municípios da região para orientar as pessoas a não utilizarem a água desses cursos.
A determinação é válida para áreas que vão da confluência do Rio Paraopeba com o Córrego Ferro-Carvão até Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado. Neste último município, há outro que serve de alternativa para o abastecimento da cidade.
Quem apresentar algum problema de saúde deve procurar ajuda médica. “Qualquer pessoa que tenha tido contato com a água bruta do Rio Paraopeba – após a chegada da pluma de rejeitos – ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentar náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira, ou outros sintomas, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar sobre esse contato”, orienta o governo de Minas Gerais.
O governo disponibilizou os dados de monitoramento da qualidade da água superficial neste link.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SEMAD – Área impactada entre Barragem B1 e Rio Paraopeba

Área impactada entre Barragem B1 e Rio Paraopeba chega 290 hectares

 

 

O Governo de Minas continua monitorando o avanço dos rejeitos que vazaram da Barragem B1, da Mineradora Vale, localizada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dados apurados nesta terça-feira, 29 de janeiro, mostram que a lama seguiu pelo Ribeirão Ferro-Carvão,?até desaguar no Rio Paraopeba, depois de percorrer cerca de 9 km. Nesse trajeto, o material se espalhou por uma área de aproximadamente 290 hectares, o que equivale a cerca de 300 campos de futebol. Depois, a lama passou a seguir a calha do Rio Paraopeba.

Além da área administrativa da mineradora, foram diretamente atingidos bairros e comunidades próximas, pousadas,?áreas de cultivo, pastagens, além de estradas e vias rurais (ver mapas).

Analistas da Semad fazem o monitoramento da área atingida por meio da análise de imagens de satélite. Todos os órgãos ambientais que integram o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) – Semad, Feam, Igam e IEF – trabalham para mapear a extensão do dano à fauna, à flora, aos recursos hídricos e a ecossistemas em geral.

 

FAUNA E FLORA

 

O trabalho de resgate da fauna impactada pela lama da Barragem B1 teve início logo após o acidente, quando o Instituto Estadual de Florestas (IEF) providenciou o deslocamento de sua equipe técnica para a área do desastre. Esta equipe atua desde as primeiras horas de sábado (26/1), articulada com entidades dos governos Estadual e Federal. Na ocasião, já foram determinadas medidas emergenciais relativas ao resgate da fauna silvestre terrestre e aquática.

Os resgates estão sendo feitos pela Mineradora Vale – conforme determinação prevista em um dos quatro autos de fiscalização lavrados pelo Sisema. O trabalho tem acompanhamento do IEF.

O IEF tem feito a identificação da área de vegetação suprimida, que está prioritariamente inserida no Bioma Mata Atlântica. Também foi iniciado o dimensionamento da quantidade de vegetação afetada, por meio de imagens de satélite. As informações vão compor um diagnóstico que será usado como parâmetro para as ações de reparação de dano, posteriormente cobradas da mineradora.

 

MAPA 2

MONITORAMENTO DA ÁGUA

 

Outra importante ação desenvolvida pelo Governo do Estado é o monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos no Rio Paraopeba e seus afluentes. A análise está sendo feita em 47 pontos. São 18 estações de monitoramento já existentes e outras 29 emergenciais, geridas em um esforço conjunto do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

As análises vão subsidiar a elaboração de boletins que serão divulgados diariamente. O monitoramento contemplará parâmetros básicos de qualidade de água (temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez e pH), entre outros. A extensão do monitoramento é do local do acidente, percorrendo o Rio Paraopeba à jusante, até o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Marias.

Os dados históricos de monitoramento do Igam no Rio Paraopeba apontam para valores médios de turbidez de 84,25 NTU (série histórica do IGAM de 1997 a 2018), cerca de 20 km a jusante do desastre.

A turbidez é?uma medida que identifica a presença de partículas sólidas em suspensão na água, como argila e matéria orgânica, que interferem na propagação da luz na água.

REDUÇÃO DE TURBIDEZ

 

O Igam tem realizado medições na estação localizada à jusante do município de Brumadinho e mostram que, no sábado (26/01), o valor de turbidez foi igual a 34.500 NTU. Na segunda-feira (28/01), o valor passou para 3.826 NTU. Ambos os resultados apontam uma queda significativa dos valores da turbidez.

Análises realizadas pela Copasa apontam redução no índice de turbidez da água, no local de sua captação, a 19km do local do acidente. Já no sábado, (26/01), às 8h, o índice registrado foi de 63.700 NTU, às 16h30 de segunda-feira, (28/01), o valor apurado foi de 7.200 NTU.

Até o momento, não foi possível ao Igam coletar amostras de água no Ribeirão Ferro Carvão (diretamente afetado pelo rompimento das barragens) devido ao volume de rejeitos e, também, pela dificuldade de acesso e questões de segurança.

Para conter rejeitos, intervenção da Vale no Rio Paraopeba em Pará de Minas será realizada nesta terça

 

Lama que chegou ao rio após rompimento da barragem deve chegar a Pará de Minas — Foto: Washington Alves/Reuters
Lama que chegou ao rio após rompimento da barragem deve chegar a Pará de Minas — Foto: Washington Alves/Reuters