quarta-feira , junho 19 2019
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“Conclamamos o governo a não autorizar nenhuma nova barragem de rejeitos”, diz ONU

Em documento assinado por sete especialistas, a organização pediu uma investigação imediata, completa e imparcial da tragédia de Brumadinho

 

(foto: Guzanshe/EM/D.A.Press)

 

Relatores especiais de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram, nesta quarta-feira, uma investigação imediata, completa e imparcial do rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH.

O documento, assinado por sete especialistas da organização, ainda menciona a tragédia em Mariana, ocorrida em 2015.

Ao citar que dezenas de pessoas foram mortas e centenas ainda estão desaparecidas na tragédia, os especialistas da ONU solicitaram ao governo brasileiro que priorize as avaliações de segurança das atuais barragens e retifique os processos atuais de licenciamento e inspeção de segurança para que não ocorra novos desastres.
“Além disso, conclamamos o governo a não autorizar nenhuma nova barragem de rejeitos nem permitir qualquer atividade que possa afetar a integridade das barragens existentes, até que a segurança esteja garantida”, acrescentaram.
O documento ainda pede que os responsáveis pela tragédia sejam responsabilizados, perante à Justiça.  “Incitamos o governo a agir decisivamente em seu compromisso de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar mais tragédias desse tipo e levar à justiça os responsáveis pelo desastre”.
Os relatores chegam a manifestar preocupação com as medidas de desregulamentação em matéria de proteção ambiental e social. Segundo eles, nos últimos anos, o Brasil vem apresentando descaso com o assunto.
Por fim, os especialistas, mencionando a mineradora Vale, pedem para que a empresa “atue de acordo com sua responsabilidade para identificar, prevenir e mitigar impactos adversos nos direitos humanos; a cooperar plenamente com as autoridades que investigam o desastre; e prover, ou cooperar, na remediação de danos causados através de processos legítimos”.

Redigiram o relatório os especialistas da ONU Baskut Tuncak, Relator Especial sobre as implicações para os direitos humanos do gerenciamento e disposição de substâncias tóxicas e rejeitos;  Léo Heller, Relator Especial para os direitos humanos à água potável segura e ao esgotamento sanitário; o Grupo de Trabalho sobre direitos humanos e corporações transnacionais e outras empresas:  Surya Deva, El%u017Cbieta Karska, Githu Muigai, Dante Pesce e Anita Ramasastry; David R. Boyd, Relator Especial para os direitos humanos e o meio ambiente.

*Estagiário sob supervisão do editor Benny Cohen

O que faz o Ibama, órgão questionado por Bolsonaro desde antes da eleição?

Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama combate desmatamento e garimpo de cassiterita na Terra Indígena Tenharim do Igarapé Preto, no Amazonas

 

Criado há 30 anos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ganhou os holofotes durante a última campanha eleitoral (Jair Bolsonaro falava em “indústria da multa ambiental”) e se manteve em evidência durante os primeiros dias do novo governo.

Na última segunda-feira (7), Suely Guimarães de Araújo, que presidia a autarquia, pediu exoneração após declarações do presidente estreante e do novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Eles criticaram um contrato de R$ 28,7 milhões para aluguéis de 393 caminhonetes para o órgão – utilizadas para a fiscalização ambiental, muitas vezes em áreas de difícil acesso.

A fiscalização, aliás, é uma das atribuições do órgão. Entenda o que o Ibama faz, o que já produziu para o país e os motivos de críticas por parte de Bolsonaro:

O que o Ibama faz?

Em suma, o instituto tem duas funções: fiscalizar o respeito ao meio ambiente e dar licenciamento para obras ou outras atividades, evitando que elas agridam a natureza.

Depois de identificar a infração, o Ibama aplica as sanções previstas em lei, como multa, embargo, suspensão de atividades e apreensão.

O Ibama também monitora florestas, parques e atua em emergências ambientais.

Essas atribuições estão expostas no artigo 5º da Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007. Cabe ao instituto “exercer o poder de polícia ambiental; executar ações das políticas nacionais de meio ambiente, referentes às atribuições federais, relativas ao licenciamento ambiental, ao controle da qualidade ambiental, à autorização de uso dos recursos naturais e à fiscalização, monitoramento e controle ambiental, observadas as diretrizes emanadas do Ministério do Meio Ambiente.”.

O que o Brasil ganha com o Ibama?

O Ibama contribuiu para uma redução de 75% do desmatamento da Amazônia Legal desde 2004. Os dados foram computados e avaliados pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Além disso, o órgão aplica cerca de R$ 3 bilhões por ano em multas (valor que tem se mantido estável nos últimos anos) e realiza mais de 1.400 operações de fiscalização ambiental por ano.

O que deveria mudar no Ibama?

Enquanto alguns setores veem exageros no órgão, o entendimento de pesquisadores, estudiosos da área ambiental é oposto. Para ambientalistas, o Ibama é subutilizado, ou seja, deveria ter mais investimentos, mais pessoal e, consequentemente, mais eficácia.

Os processos de multas, por exemplo, podem demorar anos. Por conta da alta demanda e da morosidade, processos prescrevem e autores de infrações ambientais passam incólumes pela Justiça.

Há, no entanto, queixas de alguns setores quanto ao tempo na concessão de licenciamento ambiental – também ligado à burocracia e falta de profissionais.

O Ibama diz que recebe das empresas estudos de impacto ambiental com baixa qualidade, o que aumenta o prazo necessário para a avaliação das demandas de licenciamento.

Quais os motivos de rusga entre Bolsonaro e o órgão?

As multas levaram ao primeiro ponto de atrito do Ibama com Bolsonaro, muito antes de o presidente se candidatar à cadeira. Ainda deputado, Bolsonaro foi multado em R$ 10 mil por pesca irregular em Angra dos Reis (RJ) em 2012, revelou reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, Bolsonaro tentou retaliar o instituto propondo um projeto de lei que desarmasse os fiscais do Ibama.

“Não pode ter ambientalismo xiita no Brasil”, disse Bolsonaro em algumas ocasiões – levantando críticas por parte de muçulmanos e de ambientalistas.

Nesta semana, depois da crítica de Ricardo Salles, endossada por Bolsonaro, quanto aos aluguéis de carros, o órgão se manifestou dizendo que o presidente demonstra “completo desconhecimento” e que o contrato fora aprovado pelo Tribunal de Contas da União.

O presidente eleito chegou a comentar na publicação, afirmando que o governo está “em ritmo acelerado, desmontando rapidamente montanhas de irregularidades e situações anormais que estão sendo e serão comprovadas e expostas”, mas depois apagou o texto.

O presidente eleito chegou a comentar na publicação, afirmando que o governo está “em ritmo acelerado, desmontando rapidamente montanhas de irregularidades e situações anormais que estão sendo e serão comprovadas e expostas”, mas depois apagou o texto.

Quem criou o Ibama?

O Ibama foi criado durante a redemocratização do país, após mais de duas décadas de Ditadura Militar. À época, havia várias instituições do governo federal que tratavam sobre assuntos ambientais.

O presidente do Senado na ocasião, senador Nelson Carneiro (MDB), assinou a lei que fundia várias dessas instituições para a criação do Ibama. Até então, os órgãos que tratavam do meio ambiente eram divididos entre os ministérios do Interior e da Agricultura.

O embrião do instituto começou a aparecer quase duas décadas antes, em 1972, quando o Brasil participou da Conferência das Nações Unidas para o Ambiente Humano – primeira grande reunião da ONU sobre ambiente – realizada em Estocolmo.

Dois fatores corroboraram para a criação do Ibama, anos depois. Um deles foi a pressão social por conta de problemas ambientais causados pelo desenvolvimentismo desenfreado visto durante o período militar. Um deles foi o acidente radioativo com césio-137 em Goiânia, o maior do mundo fora de usinas nucleares. Quatro pessoas morreram, e milhares foram afetadas. Outro incidente foi a criação da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que inundou as Sete Quedas – então a maior cachoeira do mundo em volume de água.

Pesou também a necessidade de se adequar a padrões econômicos internacionais. Grandes empresas e multinacionais começaram a enxergar, na preservação do meio ambiente, novos ativos financeiros. Ninguém queria mais se associar a países e governos que, por exemplo, fossem permissivos com o desmatamento.

Logo após a criação do Ibama, o Brasil entrou no rol das nações protagonistas nas discussões sobre meio ambiente. O país sediou a segunda conferência da ONU sobre o tema, que ficou conhecida como Eco-92 ou Rio 92, criou o ministério do Meio Ambiente e uma série de leis que versam sobre crimes ambientais, criação de agências reguladoras e demarcação de unidades de conservação.

 

FONTE: UOL Notícias

Bolsonaro diz que Brasil não sediará conferência climática da ONU em razão do custo

O presidente eleito Jair Bolsonaro — Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL-RJ) disse neste sábado (15) em sua conta no Twitter que o Brasil não sediará a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, porque o evento geraria um custo de mais de R$ 500 milhões ao país.

O Brasil havia inicialmente se apresentado para organizar a COP 25, na qual líderes mundiais irão debater sobre a questão climática, no entanto, Bolsonaro pressionou o governo Michel Temer a desistir de sediar o evento internacional.

A Conferência do Clima da ONU discute mudanças climáticas no mundo e trata de alternativas para melhorar as condições do clima, em especial no trabalho para a redução dos gases de efeito estufa.

Segundo o presidente eleito, o gasto para sediar no ano que vem a conferência “poderia constranger o futuro governo a adotar posições que requerem um tempo maior de análise e estudo”. Com a desistência brasileira, a COP 25 será realizada no Chile em novembro.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Abrimos mão de sediar a Conferência Climática Mundial da ONU pois custaria mais de R$500 milhões ao Brasil e seria realizada em breve, o que poderia constranger o futuro governo a adotar posições que requerem um tempo maior de análise e estudo. O Estadão esnoba o bom jornalismo!

No final de novembro, o Ministério das Relações Exteriores argumentou que a decisão de abrir mão da organização do evento internacional tinha se baseado em restrições fiscais e orçamentárias e também no processo de transição para o futuro governo.

“Tendo em vista as atuais restrições fiscais e orçamentárias, que deverão permanecer no futuro próximo, e o processo de transição para a recém-eleita administração, a ser iniciada em 1º de janeiro de 2019, o governo brasileiro viu-se obrigado a retirar sua oferta de sediar a COP 25”, comunicou o Itamaraty em nota.

Afinado com ruralistas, Jair Bolsonaro já declarou que, na avaliação dele, o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. Ele também alega que os agricultores brasileiros estão sufocados por questões ambientais.

Em meio à campanha eleitoral, ele ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris – tratado assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global – porque, na visão dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e, de acordo com Bolsonaro, isso afetaria a “soberania nacional”.

FONTE: G1

Ministério lança projeto GEF Áreas Privadas

Iniciativa tem como objetivo preservar a biodiversidade em áreas particulares garantindo o desenvolvimento econômico.
Crédito: Gilberto Soares/MMA
Brasília – Em evento realizado nesta terça-feira (11), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em conjunto com o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), lançou o projeto GEF Áreas Privadas – Conservando Biodiversidade e Paisagens Rurais. A iniciativa tem como objetivo incentivar a conservação, o uso sustentável da biodiversidade e a provisão de serviços ecossistêmicos em áreas privadas. O projeto tem apoio da ONU Meio Ambiente e patrocínio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Acesse fotos do lançamento

O GEF Áreas Privadas parte de três abordagens principais: implementação de áreas pilotos na Mata Atlântica e no Cerrado; estabelecimento de acordo com empresas do setor florestal (papel e celulose) e melhora das capacidades públicas. Além da conservação da biodiversidade e da redução da perda e degradação florestal, espera-se que as práticas estimulem ações de manejo para redução de emissões de gases do efeito estufa e aumento do sequestro de carbono.
O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Fernando Lyrio, frisou a importância da discussão em torno da preservação da biodiversidade sem abrir mão do desenvolvimento econômico do país. Segundo ele, o tema está no cerne do projeto. “Não há como dissociar questões econômicas e sociais da sustentabilidade”, reforçou. “As pessoas enxergam o meio ambiente como o locus da discussão sobre o desenvolvimento sustentável. Isso por um lado é interessante, mas também revela uma percepção pouco clara de todas as dimensões da sustentabilidade. Precisamos nos relacionar com todas elas.”
O projeto, de acordo com Fernando Lyrio, é uma forma de ampliar a discussão sobre a questão ambiental. A partir da perspectiva das áreas privadas, a iniciativa é uma maneira de promover e incentivar práticas de conservação por meio de capacitação e incentivos. Atualmente, o Brasil conta com um amplo número de proprietários privados com experiências ricas nesse sentido. “Há um conjunto de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) com proprietários que estão promovendo ações de grande relevância para o meio ambiente e, ao mesmo tempo, estão gerando renda e promovendo inclusão social”, exemplificou o secretário.
DESAFIO AMBIENTAL
GEF areas privadas2
Para Fernando Lyrio (foto ao lado), inserir a conservação do meio ambiente nos processos de desenvolvimento econômico é um dos grandes desafios da área ambiental. “Temos enfrentado esse desafio com um grau bastante satisfatório de sucesso”, analisou o secretário. “É um momento muito rico para essa discussão acontecer no Brasil. É o momento de uma política ambiental que seja bastante integrada aos processos de desenvolvimento sem prejuízo algum para a conservação ambiental.”
O coordenador-geral do Departamento de Conservação de Ecossistemas do MMA, Rodrigo Martins Vieira, chamou a atenção para a quantidade de áreas privadas no Brasil: estima-se que mais da metade da vegetação nativa do país esteja localizada em áreas particulares. O número de áreas particulares chega a superar o do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). “Um número tão expressivo não poderia ficar à margem de uma tratativa especial”, justificou.

Pilares do GEF Áreas Privadas

1. Implementação de áreas pilotos na Mata Atlântica e no Cerrado:

• Reduzirá o grau de fragmentação nas paisagens produtivas;

• Aumentará a disponibilidade de habitat para espécies ameaçadas de extinção;

• Desenvolverá esquemas de incentivo para a conservação.
2. Acordo com empresas do Setor Florestal:

• Visa melhorar a conservação da biodiversidade e a recuperação da vegetação nativa em suas áreas;

• Aprimorar os processos de tomada de decisões em áreas prioritárias para recuperação que forem gerenciadas pelas empresas do setor florestal;

• Melhorar o monitoramento da biodiversidade em áreas do setor florestal.
3. Melhoria das capacidades públicas:
• Aprimoramento dos procedimentos para o manejo sustentável da vegetação nativa incorporando o valor de conservação em áreas privadas;
• Ampliação do conhecimento de partes interessadas e tomadores de decisão sobre o uso de mapas (base de dados especiais) que indicam o valor de conservação de áreas privadas.
FONTE: MMA

MMA defende plano contra lixo no mar

Durante evento em São Paulo, promovido pela ONU Meio Ambiente, representante do ministério convida as pessoas a participarem da consulta pública para elaboração do documento.

Crédito: Divulgação/ ONU Meio Ambiente

 

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) participou nesta sexta-feira (7) do evento “Oceano Plástico: como escapar desse emaranhado?”, promovido pela ONU Meio Ambiente e pela Proteção Animal Mundial, em São Paulo (SP). O encontro debateu a situação atual e as soluções inovadoras para a questão do lixo plástico nos oceanos.

Na área de políticas públicas, o MMA apresentou a iniciativa de criação do Plano Nacional de Combate ao Lixo Marinho, que está em fase de consulta pública. O coordenador-geral de Gerenciamento Costeiro do ministério, Regis Pinto Lima, aproveitou para convidar as pessoas a darem as suas contribuições.
De início, Regis Pinto Lima explicou que o plano faz parte da Estratégia Nacional de Combate ao Lixo no Mar, centrada em três compromissos assumidos voluntariamente pelo Brasil na Conferência dos Oceanos da ONU, no ano passado, em Nova Iorque – a realização do 1º Seminário Nacional para o Combate ao Lixo no Mar, a produção de um vídeo educativo e a elaboração do plano de ação.
Os dois primeiros compromissos já foram cumpridos. O seminário, destacou Regis, foi realizado em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro, e reuniu os vários setores da sociedade interessados no tema. As deliberações foram importantes para introduzir mais fortemente o tema na agenda ambiental brasileira.
O vídeo educativo, que recebeu o nome de “Um mar de lixo”, foi lançado durante o seminário e traz informações, de forma lúdica e didática, sobre o problema dos microplásticos que infestam as águas dos oceanos, comprometendo a saúde da fauna e demais componentes do ambiente marinho.
Já o Plano de Ação Nacional para Combate ao Lixo no Mar, ressaltou o coordenador-geral, está em plena execução. O lançamento dos trabalhos foi feito na abertura da Semana do Meio Ambiente, em 5 de junho, em evento na sede do MMA, em Brasília.
CONSULTA PÚBLICA
lixo mar flayer edited
No momento, ainda segundo Regis, o plano está em fase de consulta pública. A consulta foi lançada em 26 de novembro pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, durante o Fórum Internacional de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, realizado em São Paulo.
O questionário online, explicou, permite às pessoas relatarem a sua percepção (ou de sua organização) sobre a poluição dos oceanos e a propor até três ações para combater o lixo gerado em terra e o lixo gerado no mar. “Convido todos a participarem da consulta pública, de modo que o plano contenha as melhores ideias para se combater esse grave problema que é o lixo nos mares”, conclamou o representante do MMA.
O preenchimento do questionário leva, em média, 10 minutos. As colaborações podem ser feitas até o dia 8 de janeiro de 2019. Depois disso, os dados serão enviados para o Instituto Federal do Paraná para análise e posterior avaliação pela comissão organizadora.

A expectativa, de acordo com Regis, é que o texto final do Plano de Ação Nacional para Combate ao Lixo no Mar, que passará também pela avaliação de especialistas em encontros e seminários, seja lançado no próximo ano, no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho.

FAMÍLIA SCHURMANN

A abertura do evento foi feita por membros da família Schurmann, que relataram as mudanças que vivenciaram nos mares em mais de 30 anos de navegação. Em seguida, a mesa voltada para o tema de inovação debateu o futuro dos plásticos, com foco na economia circular.

O encerramento trouxe as contribuições da sociedade civil e do terceiro setor. Nesse momento, o ator Mateus Solano falou sobre o seu papel enquanto defensor da campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente.

Paralelamente às apresentações, o lobby da Unibes Cultural, onde foi realizado o encontro, deu espaço para uma feira de expositores com iniciativas inovadoras que lidam com a poluição plástica dos oceanos e a pesca fantasma.

Durante o encontro, a Proteção Animal Mundial lançou a prévia do relatório “Maré Fantasma – Situação atual, desafios e soluções para a pesca fantasma no Brasil”, com dados sobre petrechos de pesca perdidos e abandonados nos mares brasileiros e seu impacto na fauna marinha do país.

Houve anda a apresentação da Iniciativa Global de Combate à Pesca Fantasma (GGGI, na siga em inglês), que desde 2015 reúne países e organizações no combate a essa prática.

Secretário-geral da ONU pede aposta por economia verde em abertura da COP 24

Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, discursa no segundo dia da COP24, nesta segunda (3). — Foto: AP Photo/Czarek Sokolowski

O secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, pediu nesta segunda-feira (3), na sessão inaugural da Conferência do Clima do Clima da ONU, a COP24, que acontece em Katowice, na Polônia, que governos e investidores apostem “na economia verde, não no cinza da economia carbonizada”.

Guterres também lembrou a necessidade de “mobilizar recursos o mais rápido possível para diminuir o avanço da mudança climática” durante o seu discurso aos delegados presentes na cúpula. Destacou, ainda, a oportunidade econômica que a transição para um modelo econômico que respeite o meio ambiente representa.

“Mas para conseguir isso, é preciso eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis, que tanto prejuízo causam ao meio ambiente”, acrescentou o secretário-geral da ONU, uma mensagem que poderia ter sido dirigida expressamente à Polônia, país anfitrião da COP e no qual 80% da energia é baseada no carvão, um mineral que recebe fortes subsídios na economia polonesa.

Guterres defendeu a mobilização “sem demora dos US$ 100 bilhões anuais” que os países desenvolvidos se comprometeram a investir no Acordo de Paris de 2015.

Nenhum dos líderes dos principais países desenvolvidos compareceu à conferência.

Polônia “nunca vai desistir do carvão”, diz presidente

O presidente polonês, Andrzej Duda, afirmou também nesta segunda (3) em coletiva de imprensa que o país, que sedia a COP pela terceira vez, não tem planos para remover completamente o carvão das suas fontes de energia.

Segundo a agência de notícias americana AP, Duda disse que “não há planos hoje para abandonar totalmente o carvão”, já que os suprimentos da Polônia podem durar mais de 200 anos. Ele disse que o carvão era o “combustível fóssil estratégico” da Polônia, garantindo sua segurança e soberania energética, e “seria difícil não usá-lo”.

Veja onde fica Katowice, na Polônia, que irá sediar a COP 24 — Foto: Claudia Peixoto/Arte G1
Veja onde fica Katowice, na Polônia, que irá sediar a COP 24 — Foto: Claudia Peixoto/Arte G1

FONTE: G1

Temperaturas globais podem subir cinco graus até o fim do século, diz ONU

O mundo vai esquentar: é o que afirma um relatório da Organização Meteorológica da ONU divulgado nesta quinta (29). O documento prevê que as temperaturas globais devem aumentar entre 3ºC e 5º neste século. As informações são das agências Reuters e France Presse.

O secretário-geral da Organização Meteorológica, Petteri Taalas, atribuiu o aumento de temperatura às concentrações de gases estufa, que estão “mais uma vez em níveis recordes”, afirmou. “Se explorarmos todos os recursos de combustíveis fósseis, o aumento na temperatura vai ser consideravelmente mais alto”, disse.

Cientistas dizem que é vital limitar o aumento das temperaturas globais a 2ºC para evitar condições climáticas mais extremas, elevação do nível do mar e perda de espécies de plantas e animais.

Ainda assim, mesmo esse aumento poderia trazer consequências como aumento da fome e do nível do mar, segundo brasileiros que participaram do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), divulgado neste ano. Eles avaliam que o ideal é que a temperatura suba apenas 1,5ºC — o que, por si só, já traria efeitos negativos.

O relatório também apontou que 2018 foi um dos anos mais quentes já registrados na história. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) observou que a temperatura média da superfície do planeta nos dez primeiros meses do ano foi superior em quase 1 ºC aos valores da época pré-industrial (1850-1900). Além disso, os 20 anos mais quentes da história foram registrados nos últimos 22 anos, com os últimos quatro no topo da lista, de acordo com a OMM.

Acordo de Paris

Durante a Conferência do Clima de Paris, em 2015, os países se comprometeram a trabalhar para limitar o aumento da temperatura global a 2ºC — um passo que exigirá uma redução radical no uso dos combustíveis fósseis, que são a principal causa do aquecimento global.

O assunto será um dos temas a serem debatidos na próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas — a COP-24, que será inaugurada no domingo (2). As discussões acontecerão entre segunda-feira (3) e o dia 14 de dezembro em Katowice, na Polônia — uma das regiões de mineração de carvão mais poluídas da Europa.

O sucesso, de acordo com o anfitrião polonês da conferência, dependerá de um milagre.

“Se todos os países pudessem cumprir suas promessas, poderíamos chegar a 3 graus de aquecimento — o que significaria uma quantidade crescente de desastres e dificuldades com a agricultura”, disse Taalas.

FONTE: G1

Emissão de carbono atinge recorde em 2017, diz ONU

A quantidade de gás carbono na atmosfera atingiu um novo recorde de 405,5 partículas por milhão em 2017, informou nesta quinta-feira (22) a Organização Meteorológica Mundial, agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a agência, não há tendência de reversão na quantidade de emissões, que ficaram em 403,3 partículas por milhão em 2016.

“A ciência é clara. Sem cortes rápidos em CO2 e outros gases estufa, as mudanças climáticas terão efeitos destrutivos e irreversíveis sobre a vida na Terra. A janela de oportunidade para ação está quase fechada”, informou o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas.

Emissões brasileiras caem

Na contramão, as emissões brasileiras dos gases do efeito estufa caíram 2,3% em 2017, segundo relatório divulgado na quarta-feira (21) pelo Observatório do Clima. O país gerou 2,071 toneladas brutas no ano passado, contra 2,119 bilhões de toneladas em 2016.

De acordo com o texto, a queda foi puxada pela redução na taxa de desmatamento na Amazônia – a destruição da floresta caiu 12% no mesmo período. As emissões devido às perdas na região caíram de 601 milhões de toneladas em 2016 para 529 milhões.

Emissoes de gases do efeito estufa por estado do Brasil em 2017 — Foto: Alexandre Mauro/G1Emissoes de gases do efeito estufa por estado do Brasil em 2017 — Foto: Alexandre Mauro/G1

Emissoes de gases do efeito estufa por estado do Brasil em 2017 — Foto: Alexandre Mauro/G1

FONTE: G1

Diretor da ONU para Meio Ambiente renuncia em meio a críticas

O diretor da ONU para o Meio Ambiente, Erik Solheim, renunciou ao cargo nesta terça-feira por causa de questionamentos derivados de uma auditoria que determinou gastos excessivos em suas viagens, informaram funcionários do organismo.

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, confirmou que o secretário-geral, António Guterres, tinha aceitado sua renúncia. O último dia de Solheim no trabalho será na quinta-feira.

Dujarric disse que Solheim tinha sido “uma das principais vozes a chamar atenção do mundo sobre os desafios ambientais críticos”. Contudo, não especificou que as conclusões da auditoria não tinham levado a sua renúncia.

“O secretário-geral se compraz em ver que o PNUMA está comprometido em implementar as recomendações que figuram no informe da OSSI (Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU)”, limitou-se a dizer.

Solheim, ex-ministro do Meio Ambiente da Noruega, estava à frente do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com sede em Nairóbi (Quênia), desde junho de 2016.

Uma auditoria interna do organismo descobriu que Solheim havia gastado quase 500.000 dólares em viagens e que realizou gastos injustificados em um momento em que o organismo mundial está lutando contra a redução de seu orçamento.

O OSSI tinha questionado a necessidade de Solheim fazer tantas viagens.

Além disso, suas frequentes viagens geraram acusações de que ele demonstrava pouca consideração pelo meio ambiente e se esforçava pouco, pessoalmente, para reduzir as emissões de carbono geradas com seus traslados de avião.

A renúncia de Solheim acontece pouco antes das importantes negociações que começarão na Polônia em 2 de dezembro sobre a implementação do acordo climático de Paris.

A subdiretora do PNUMA, Hoyce Msuya, da Tanzânia, vai substituir temporariamente Solheim, enquanto Guterres analisa quem ocupará a vaga.

 

FONTE: ESTADO DE MINAS