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Zema divulga contracheque do 13º para servidores, que receberão em 11 vezes

Funcionários se queixam de que tentavam consultar o demonstrativo desde o dia 1º de dezembro para saber quanto vão receber

O governador Romeu Zema anunciou o parcelamento do 13º pelas redes sociais (foto: Gil Leonardi/Imprensa MG )

O demonstrativo do pagamento do 13º salário de 2018 devido aos cerca de 600 mil servidores públicos mineiros foi disponibilizado ao funcionalismo somente nessa terça-feira (5), mais de dois meses depois do previsto. Apesar de o ícone estar na página desde 1º de dezembro, quando era esperado que os dados fossem informados, os contracheques ainda não haviam sido incluídos nos links no Portal do Servidor.

O pagamento de fato, segundo informou o governador Romeu Zema (Novo), começa no próximo dia 21 de fevereiro e será feito em 11 vezes.

 

A informação entrou no ar no Portal do Servidor(foto: Reprodução)
A informação entrou no ar no Portal do Servidor(foto: Reprodução)

Servidores se queixam que não houve divulgação do demonstrativo nas redes de comunicação internas do governo. Somente ontem, quando alguns deles consultaram o portal, descobriram que o demonstrativo estava disponível.

“No dia 1º de dezembro aparecia a folha mensal, que é o contracheque de novembro (pago em dezembro) e o ‘folha 13°’, mas quando a gente clicava nesta segunda aparecia o recado de que a consulta estava indisponível. Desde então todos tentávamos consultar”, disse um servidor.

Os funcionários do estado também só souberam quando vão receber o benefício natalino, deixado como dívida pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT), no dia 28 de janeiro.

Depois da pressão e paralisação de várias categorias – e de o governo adiar o anúncio por causa do desastre de Brumadinho –, o governador Romeu Zema informou naquele dia em vídeo nas redes sociais que o pagamento será feito em parcelas, sempre ao primeiro dia útil depois do dia 20 de cada mês.

Pagamento e descontos

Pelas leis trabalhistas, o 13º deve ter a primeira parcela paga até o dia 30 de novembro do ano trabalhado e a segunda não pode ultrapassar 20 de dezembro. No cálculo da segunda parte deve ser demonstrado um recibo integral. Entram na base de cálculo do benefício salário variável como comissões, gratificações, horas extras e adicionais.

Segundo uma funcionária, os descontos de contribuição previdenciária, imposto de rende e a taxa do Instituto de Previdência de Minas (Ipsemg) vieram todos no demonstrativo de uma vez. Os servidores não sabem, no entanto, se os valores serão diluídos nas 11 parcelas ou incidirão em algum dos meses.

Um adicional de R$ 47 pago como vale-refeição não entrará na conta, já que o decreto de Pimentel que o criou previa que os funcionários só receberiam pelos dias efetivamente trabalhados. Com isso, o valor é descontado em folgas, férias, ausências justificadas e licenças médicas.

governo de Minas foi questionado sobre o pagamento do 13º e os respectivos descontos, mas ainda não retornou ao Estado de Minas.

Minas Gerais tem 371.786 servidores ativos serão afetados pela medida, além de 256.081 inativos e 52 mil pensionistas. Totalizando 679.867 servidores. Segundo o secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, a folha de pagamento mensal custa cerca de R$ 3 bilhões aos cofres públicos.

Durante a apresentação da reforma administrativa de Zema nessa terça-feira, Barbosa afirmou que não há previsão para o fim do parcelamento dos salários dos servidores.

 

FONTE: Estado de Minas 

Zema anuncia pagamento do 13º de 2018 parcelado em 11 vezes para funcionalismo de MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou na noite desta segunda-feira (28) o pagamento parcelado do 13º de 2018 do funcionalismo público – nativos, inativos e pensionistas. Segundo Zema, serão 11 parcelas, de fevereiro a dezembro.

A parcela deve ser depositada sempre no primeiro dia útil após o dia 20 de cada mês. A antiga gestão estadual não pagou o 13º, deixando a dívida para o atual governador.

Os salários do funcionalismo vêm sendo pago de forma escalonada desde fevereiro de 2016 e, ainda assim, ocorreram atrasos. Em dezembro do mesmo ano foi decretada situação de calamidade financeira. Ela permite ao estado manter os serviços públicos essenciais à população.

Veja a escala de pagamento de sálarios em janeiro

14/01 –até R$ 2 mil, para ativos e aposentados/pensionistas

21/01 – R$ 1 mil para servidores da Saúde e Segurança Pública que recebam acima de R$ 2 mil

28/01 – quitado restante do salário para todas as carreiras

FONTE: G1

Governo de Minas anuncia nesta segunda-feira forma de pagamento do 13º salário

A novela do 13º é um assunto que se arrasta desde o fim do ano passado

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

O governador de Minas Gerais, Romeu  Zema (Novo), prometeu para esta segunda-feira (28) divulgar a a forma de pagamento do 13º salário de 2018.  A data do depósito bancário  ainda não está definida. A promessa foi feita nesse domingo (27) pelo próprio Zema, durante visita a vítimas da tragédia de Brumadinho, no Pronto-Socorro do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

O governador deu a declaração após ser abordado por funcionários do hospital.

Com o rompimento da barragem em Brumadinho, na sexta-feira (25), o governo de Minas Gerais adiou o anúncio da forma do pagamento do 13º salário do ano passado, marcado para o mesmo dia da tragédia ambiental e humana.

O anúncio está previsto para a tarde desta segunda-feira (28), conforme informou a assessoria do governador. Zema vai a Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, acompanhar a tropa de militares israelenses. Eles chegaram na noite desse domingo (27) para ajudar no resgate de vítimas em Brumadinho.

 

Novela

O pagamento do 13º é um assunto que se arrasta desde o fim do ano passado. No dia 28 de dezembro passado, depois de idas e vindas, o governo Fernando Pimentel (PT), por meio de nota, informou que ‘lamentava’ mas não seria possível pagar o 13º de 2018 e que faria “o impossível” para quitá-lo em 2019.

Em entrevista à Globo News, após tomar posse, o governador disse que os valores serão parcelados e que fariam falta no repasse às prefeituras, dívida também acumulada pelo governo passado. Na quinta-feira (24),  Zema prometeu em Varginha, no Sul de Minas, colocar em dia os repasses constitucionais devidos aos 853 municípios mineiros.

 

FONTE: Estado de Minas

Governo de Minas adia anúncio sobre pagamento de 13º

Decisão foi tomada em razão do rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho

(foto: Twitter/Reprodução )

 

Com o rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o governo de Minas Gerais adiou o anúncio da forma do pagamento do 13º salário do ano passado.

Na manhã desta sexta-feira, a assessoria de imprensa do governo havia confirmado a divulgação de informações sobre o abono natalino para esta tarde. Não há uma nova previsão para o anúncio.

No final de semana passado, por meio de sua conta no Twitter, o governador Romeu Zema (Novo) havia prometido uma resposta para o funcionalismo público até esta sexta-feira.

O abono é refente a 2018, ainda na gestão de Fernando Pimentel (PT), que não quitou o benefício com o argumento de não haver dinheiro em caixa.

 

FONTE: Estado de Minas

Romeu Zema diz que 13º salário dos servidores estaduais de Minas Gerais não será pago ‘tão cedo’

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira (2) que o 13º salário dos servidores estaduais não será pago “tão cedo”. A declaração foi dada nesta manhã em entrevista ao Bom Dia Minas.

De acordo com Zema, a gestão anterior não deu acesso à atual equipe aos dados financeiros do estado. “A partir de hoje é que nós vamos estar levantando esses dados, mas nós sabemos que a situação de Minas é extremamente delicada. É um estado que está falido. E, com certeza, esse 13º não será pago tão cedo”, afirmou.

O último governo terminou o ano sem pagar o 13º ao funcionalismo público. Na última sexta-feira (28), a gestão de Fernando Pimentel (PT) informou que a situação seguia indefinida.

O coordenador político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos), Geraldo Henrique da Conceição, afirmou que vai tentar negociar o pagamento do benefício o mais rápido possível. Ele espera que Zema convide os servidores para uma conversa e considera fundamental que ele dê uma satisfação sobre a situação para os trabalhadores.

“Tem que aguardar para ver o que ele vai falar com a gente. Minha opinião é que não tem como nesse momento colocar a faca no pescoço de uma pessoa que está chegando, diante de uma crise financeira dessas”, afirmou.

O diretor executivo do Sindicato Único dos Trabalhadores dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde-MG), Erico Colen, afirmou que uma assembleia está agendada para esta quinta-feira (3), mas disse que a entidade também vai aguardar que o novo governador abra a “caixa-preta do estado”. A expectativa dele é que Zema altere política econômica, valorizando o funcionalismo. “Os servidores não podem ficar sem saber quando receberão. Décimo terceiro é um direito nosso, é lei”, falou.

Na entrevista, Zema também disse que há prefeituras no estado que estão sem receber repasses e estão atrasando salários dos professores há quatro meses. “Nós vamos ter de priorizar aquilo que é mais grave”, destacou.

O governador afirmou que o fim do parcelamento do salário dos servidores vai depender da renegociação da dívida de Minas com o governo federal. Ele não falou em datas, mas disse que o pagamento até o quinto dia útil vai levar “um tempo”.

“Se esse processo for agilizado [renegociação da dívida], eu penso que nós devemos conseguir fazê-lo até meados do ano, isso vai dar um alívio de caixa muito expressivo para o estado. E eu gostaria muito de passar a pagar o funcionalismo e as prefeituras pontualmente, pelo menos daqui por diante”, disse.

Durante a campanha, Zema havia firmado o compromisso de não receberia o seu salário até regularizar o pagamento dos funcionários públicos. Um dia após ser eleito, ele também afirmou ao MG1 que governaria com uma equipe praticamente de voluntários.

Nesta manhã, no entanto, o governador falou que é obrigado por lei a receber o salário e que, por isso, vai doar a quantia a instituições de caridade. Com relação a sua equipe, Zema disse que os secretários haviam feito o compromisso de aguardar o recebimento do salário até as contas dos servidores estarem em dia.

“Tive acesso agora ao dado que, por lei, eu serei obrigado a ter o crédito do meu salário em conta corrente, mas eu vou estar doando o meu salário mensalmente para uma instituição de caridade. Não posso ficar sem receber como eu gostaria. (…) É uma questão legal que, quando nós fizemos o compromisso, não foi prevista. E agora, no meu caso, eu estarei fazendo assim. Mas eles [secretários] não têm essa obrigação”, afirmou.

Questionado sobre a escolha do general da reserva do Exército Mario Araújo para a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o governador disse que não pensou no nome do militar para estreitar laços com o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com Zema, foi feito um processo para a escolha dos secretários e o general da reserva foi o candidato que tinha o perfil mais adequado. “Mas, consequentemente, isso vai acontecer, vai facilitar o nosso trânsito junto a outros generais que pertencem ao governo federal. Inclusive, ele estudou na mesma época do presidente Bolsonaro, na academia militar”, disse.

Questionado sobre sua declaração de que o governo seria “duro com bandido”, Zema disse que há hoje uma “certa tolerância” e que muitas vezes a esquerda prega que o bandido é vítima da sociedade.

“O ser humano tem a opção de fazer escolhas. Têm muitas pessoas que vêm de uma família desestruturada e são trabalhadoras, honestas. Então nada justifica. Eu sou a favor de uma punição exemplar e de ter pouca tolerância com alguns fatos como invasão de terra, que é um dos grandes problemas do agronegócio em Minas”, destacou.

Já com relação à saúde, Zema disse que vai analisar “a gordura” que pode ser cortada na área. “Um dos nossos compromissos de campanha é exatamente melhorar essas instalações. Vamos estar analisando aqueles hospitais regionais que já estão com as obras mais adiantadas para que, com parcerias com instituições sociais, filantrópicas, alguns deles venham a ser concluídos e passem a oferecer um maior número de leitos para a população”, afirmou.

O governador disse também que pretende criar um cartão estudante para alunos que se destacarem, com objetivo de conceder incentivos. “O que nós queremos é que esse aluno que tenha esse potencial, esse interesse, tenha um cartão para se matricular numa escola conveniada, privada, e desenvolver ali os seus conhecimentos”, explicou.

Zema falou ainda que já começou a renegociar com a União a dívida do estado. “Espero em breve trazer boas notícias, mas, lembrando, que o estado está falido. E, para pagar alguém, nós vamos ter de deixar de pagar outro alguém”, disse.

O governador também foi entrevistado pelo G1 nesta manhã e afirmou que não vai morar no Palácio das Mangabeiras.

Ele afirmou que, dentro de cerca de duas semanas, vai se mudar para uma casa alugada perto da Lagoa da Pampulha.

“Inclusive fica bem próximo do Centro Administrativo. Foi muito visando essa facilidade de transporte para o trabalho que eu aluguei essa casa. (…) E é uma casa que eu estou pagando o aluguel, eu estou mobiliando e que não vai ter custos para os cofres públicos”, afirmou.

FONTE: G1

Governo de Minas adia anúncio da data de pagamento do 13º aos servidores

Divulgação do calendário havia sido prometida para hoje, mas deve ficar para esta quinta-feira

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

O governo de Minas adiou mais uma vez o anúncio do pagamento do 13º para os cerca de 600 mil funcionários do estado, que havia sido prometido para esta quarta-feira (19).

Foi a segunda vez que o Executivo postergou o comunicado, que seria feito inicialmente na última sexta-feira (14). Segundo o assessor para relações institucionais do estado, Carlos Calazans, não foi possível chegar a uma conclusão dos números e, com eles, da provável escala.

“Fizemos todo o movimento possível e optamos em adiar até amanhã porque estamos aguardando respostas financeiras e encaminhamentos. Não podemos publicar porque se dermos uma data teremos de cumprir”, disse.

Calazans não soube dizer se o atual governo terá condições de pagar alguma parte do benefício natalino este ano.

 

Veja o comunicado emitido aos sindicatos: 

Comunicado às entidades sindicais representantes dos servidores do Poder Executivo Por não ter concluído os movimentos financeiros necessários, o Governo de Minas adiou a divulgação da escala de pagamento do 13º salário dos servidores, que deverá ser anunciado amanhã, dia 20 de dezembro de 2018.

 Carlos Alberto Meneses de Calazans Assessor Chefe de Relações Sindicais

Acompanhe a escala de dezembro:

Para servidores da Segurança, Hemominas, Fhemig e Ipsemg

Dia 13/12: R$ 2 mil
Dia21/12: R$ 2 mil
Dia 28/12: restante do pagamento.

Para servidores das demais categorias:

Dia 13/12 (quinta-feira) – 1ª parcela de até R$ 2.000,00 para todos os servidores (ativos, inativos e pensionistas);
Dia 28/12 (sexta-feira) – 2ª parcela, o valor restante do salário para todos os servidores (ativos, inativos e pensionistas).

O pagamento do 13º segue indefinido

 

FONTE: Estado de Minas

Governo de MG mantém reunião sobre o 13º na sexta e pode rever escala de dezembro

Servidores fizeram manifestação nesta terça-feira. Além do atraso do benefício natalino, criticam datas e valores das parcelas do salário do mês

Os servidores fizeram uma cruz e vestiram preto para mostrar a insatisfação
(foto: Nathalia Figueira Mendes/Divulgação)

O governo de Minas manteve para sexta-feira (14) a reunião para se posicionar sobre o pagamento do 13º salário dos servidores públicos, que  fizeram nesta terça-feira (11) novo protesto na Cidade Administrativa. Vestindo preto, eles fizeram uma cruz de tecido e levaram pequenos caixões para os jardins da sede da administração do estado. Diante da pressão, a escala de dezembro também pode ser revista no encontro com o comitê de representantes dos sindicatos.

A Advocacia-Geral do Estado informou ainda não ter sido notificada sobre uma decisão liminar do Tribunal de Justiça, que dá um prazo de 72 horas para o Executivo se posicionar sobre o benefício natalino.

A manifestação na Cidade Administrativa é conduzida por servidores da saúde, responsáveis pela administração do SUS em Minas Gerais. Do lado de dentro do prédio, com apitos, balões e roupas pretas, os servidores cantaram “olê, olá, se não pagarem não vamos trabalhar”. Mais uma vez, eles percorreram as dependências do prédio chamando os colegas pra o protesto. No saguão, estenderam um grande pano branco, formando uma cruz.

Escala de dezembro

Segundo o servidor Mário Luiz de Oliveira, um dos articuladores do movimento, o protesto é em razão da demora na divulgação da escala do 13º e por causa da insatisfação das datas e valores definidos para o pagamento do salário de dezembro.

De acordo com ele, o Executivo havia se comprometido a pagar todo o salário antes do Natal, mas a data da segunda parcela anunciada foi dia 28. Outra queixa é que o valor da primeira parcela este mês caiu de R$ 3 mil para R$ 2 mil. “É uma total falta de respeito com o servidor. As contas estão batendo à porta, já anunciaram o IPVA, daqui a pouco vem o IPTU e estamos na expectativa de receber o salário do mês, que dirá o 13º”, reclamou.

O grupo foi mais uma vez recebido por um subsecretário da Secretaria da Fazenda, que reafirmou a reunião para sexta-feira.

Governo faz contas

O assessor para relações institucionais do governo, Carlos Calazans, afirmou que as reivindicações serão discutidas na sexta-feira, na mesma reunião que tratará do 13º. Ele admitiu que pode haver uma revisão da escala de dezembro.

“Apesar das dificuldades, estamos tentando dialogar e se conseguirmos uma sinalização positiva da Secretaria da Fazenda vamos poder melhorar a escala. Até o momento o que temos é o que foi divulgado”, disse.

 

FONTE: Estado de Minas 

Datas para pagamento de salário em dezembro e 13º ainda não foram definidas pelo governo de MG

Servidores do estado ainda não têm data para receber salários em dezembro e 13º — Foto: Thais Pimentel/G1

Os servidores estaduais da ativa e aposentados começam dezembro sem saber quando receberão os salários referentes a novembro e o décimo terceiro.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Fazenda, a escala de pagamento, assim como é feito em todos os meses, deve ser divulgada após uma reunião. Os encontros costumam ocorrer na primeira semana de cada mês. Segundo a secretaria, a data da reunião não está definida.

Com relação ao 13º, a secretaria afirmou ao G1 na última semana, que a definição para o pagamento só deve sair depois da divulgação da escala para os salários. No ano passado, o 13º foi pago em quatro parcelas. Sindicatos afirmaram ao G1 que não vão aceitar o parcelamento.

Os salários do funcionalismo vêm sendo pago de forma escalonada desde fevereiro de 2016 e, ainda assim, ocorreram atrasos. Em dezembro do mesmo ano foi decretada situação de calamidade financeira. Ela permite ao estado manter os serviços públicos essenciais à população.

FONTE: G1

Pagamento de 13º salário a servidores ainda está indefinido ou atrasado em 5 estados

FONTE: G1

Sem verba para o 13º, prefeitos devem atrasar salários de novembro e dezembro

“Existe o risco não só de não ter o pagamento dos servidores, mas também de não ter serviços essenciais funcionando”, diz o prefeito de Caraí

Pelo menos 80% das prefeituras mineiras garantem que não têm como arcar com o pagamento do 13º salário do funcionalismo neste ano. Para piorar a situação, muitos alegam falta de dinheiro em caixa até mesmo para quitar a folha salarial dos meses de novembro e dezembro.

Um dos principais motivos para o caos financeiro das cidades, segundo a Associação Mineira dos Municípios (AMM), é o atraso no repasse de recursos públicos pelo governo estadual às prefeituras. A dívida já chega a R$ 10 bilhões e, por causa dela, gestores pediram ao Palácio do Planalto que intervenha nas contas do governo mineiro.

No Norte do Estado, o fim do ano letivo foi antecipado para 30 de novembro. Prefeitos de municípios da área mineira da Sudene alegam falta de condições de seguir bancando o custo com transporte escolar dos estudantes.

“Os prefeitos estão desesperados com essa situação. Se persistir esse confisco do ICMS, eles não vão ter condições de pagar não só o 13º salário, mas também as folhas de salário de novembro e dezembro. Vai embolar tudo”, afirma Julvan Lacerda, presidente da AMM e prefeito de Moema, região Centro-Oeste de Minas.

“Sem recursos, você fica sem condições de governar. Somos dependentes desses repasses, e se não acontecem, naturalmente existe o risco não só de não ter o pagamento dos servidores, mas também de não ter serviços essenciais funcionando”, afirmou Heber Neiva, o Vavá (PSB), prefeito de Caraí, no Vale do Jequitinhonha.

Neiva e outros 51 prefeitos, a maioria de municípios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, estão acampados em frente a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) desde a manhã de ontem, em protesto contra a falta de repasses de verbas.

Mesmo debaixo de chuva e instalados em barracas, prefeitos chegaram até a improvisar um fogão em plena calçada. “No mês passado o governo reteve quase R$ 1,8 milhão em repasses. É mais da metade da nossa folha de pagamento. Se o governo não repassar pelo menos o correspondente aos meses de novembro e dezembro, há sim o perigo de não conseguir pagar o salário”, afirmou Décio dos Santos (PV), prefeito de Barão de Cocais, Região Central do Estado.  A promessa dos prefeitos é manter o acampamento em frente à ALMG até que o governo se manifeste.

Protesto
Prefeitos do Vale do Jequitinhonha e Mucuri protestam em frente à ALMG

 

Em 2017, conforme a AMM, 65% dos municípios mineiros atrasaram integralmente o pagamento do 13º salário, só quitado no início deste ano. A legislação estipula que o empregador pode optar em pagar 50% do valor da gratificação natalina até o último dia útil de novembro, quitando o restante até 20 de dezembro.

Governo de Minas 

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas afirmou que o governo está em processo de discussão com os municípios para firmar acordo judicial que irá possibilitar os repasses dos valores devidos.

 

Prefeituras fecham as portas e antecipam fim do ano letivo

A grave crise financeira vem fazendo com que alguns prefeitos tomem medidas drásticas.  Entre os dias 3 e 10 de dezembro, 92 gestores que integram a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), no Norte de Minas, vão fechar as portas em protesto contra o atraso no repasse de verbas pelo governo do Estado.

As medidas para amenizar o sufoco incluem ainda o encurtamento do ano eletivo nas escolas da rede municipal – as aulas terminam dia 30 deste mês e só devem recomeçar em março de 2019 – e o rompimento de convênios com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Emater e Instituto Estadual de Florestas (IEF).

“Nosso problema com o transporte escolar foi manter a parceria com o governo. Temos 50 linhas de ônibus, com 80% dos alunos da rede estadual. Além disso, mantivemos a gasolina das polícias militar e civil e órgãos públicos como a Emater. Agora, estamos rodando com 10 ônibus e o gasto chega a R$ 200 mil somente com transporte”, disse a prefeita de Bocaíuva, Mariza de Souza (MDB).

Em Varzelândia, 2 mil alunos ficarão sem aula a partir de dezembro. Em Janaúba, são 5.800, mesmo aqueles que não dependem do transporte para chegar à escola.

Pelo menos 400 estudantes utilizam o ônibus escolar em Matias Cardoso. O prefeito Edmárcio Leal (PSC) diz que a dívida é de R$ 240 mil. “Começamos o ano letivo mais cedo em janeiro e em julho também. Além disso, suspendemos alguns feriados, como a semana do professor, para que os alunos não fossem tão prejudicados”, disse.

No Sul e no Sudoeste do Estado, os prefeitos também se mobilizam para pressionar o governo a regularizar o repasse das verbas. Segundo o presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg) e prefeito de Piumhi, Adeberto de Melo (MDB), cerca de 40 prefeitos vão participar de um ato de protesto, na próxima quinta-feira em Passos, no Sul de Minas. No dia, prefeituras serão fechadas e funcionarão apenas os serviços básicos.

“Vamos externar a nossa indignação com o que está acontecendo e mostrar aos munícipes que é por isso que as prefeituras estão deixando a desejar em alguns pontos da administração”, afirmou Melo.

O prefeito disse que os principais atrasos são relativos ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), às verbas para a Saúde e ao repasse do ICMS.

“A maioria dos municípios realmente não vai conseguir pagar o 13º e talvez nem a folha do mês completa. Piumhi está pagando os funcionários, mas está deixando de prestar serviços à população”, ressaltou o prefeito, que estima que a dívida do Estado com Piumhi esteja em R$14 milhões.

 

FONTE: HOJE EM DIA