sexta-feira , abril 10 2020
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Agência promete fim de barragens como a de Brumadinho e aponta lobby

Diretor diz que há lacunas na lei, pressão do setor e falta de recursos para fiscalização

O diretor da ANM (Agência Nacional de Mineração) Eduardo Leão diz que falta de recursos, lacunas na legislação e lobby das mineradoras são entraves à fiscalização no setor e promete, como resposta à tragédia em Brumadinho (MG), medidas para acabar com barragens semelhantes no Brasil.

Estabelecida oficialmente no fim de 2018, a agência é responsável pela aprovação e fiscalização de projetos de mineração no país. O órgão herdou a estrutura do extinto DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).

À Folha Leão defendeu a atuação do DNPM após o rompimento da mina da Samarco em Mariana(MG), em 2015, que deixou 19 mortos, mas reconheceu que as medidas tomadas não foram suficientes para evitar a tragédia da Vale —até esta quarta-feira (6), eram 150 mortos e 182 desaparecidos.

Após Mariana, a ANM proibiu a construção de novas barragens com alteamento a montante, como as duas que romperam, e criou um sistema online de acompanhamento de dados de monitoramento das barragens, que devem ser enviados a cada 15 dias pelas mineradoras.

Leão diz que as últimas informações enviadas pela Vale a respeito da barragem 1 da mina de Córrego do Feijão não indicavam problema.

Por isso, uma medida de reforço é a exigência de monitoramentos diários.

Outra, “mais enérgica”, segundo ele, é a publicação de portaria determinando o fim das barragens com alteamento a montante, como as de Mariana e Brumadinho, técnica considerada menos segura. São 88 estruturas no país.

Segundo o diretor da ANM, o texto deve ser finalizado ainda nesta semana, obrigando os empreendedores a retirar os rejeitos e devolver a área à natureza ou realizar obras mudando as características das barragens para outro método.

“Estamos tentando dar um basta nisso”, afirmou. “Esse tipo de barragem é imprevisível. Isso não é uma coisa só no Brasil, é internacional. No Canadá, por exemplo, é conhecida como monstro silencioso.”

Mais barato, por usar menos terra em sua construção, o alteamento a montante é proibido no Brasil desde 2016. A eliminação das existentes, porém, implicará custo extra para as mineradoras, o que pode criar resistências.

“A gente sabe que a mineração é muito importante, não só para desenvolvimento do Brasil mas para o desenvolvimento local. Nosso interesse não é quebrar nenhum município, não é deixar pessoas desempregadas”, diz.

Segundo Leão, a agência finaliza os estudos sobre prazos e condições para as obras nas barragens. Há grande preocupação no setor com as estruturas instaladas em minas de ouro, que contêm produtos químicos prejudiciais à saúde e ao ambiente.

Leão reclama que a agência não tem capacidade de fiscalizar com maior frequência as 740 barragens de mineração. O quadro de servidores caiu de 1.140 em 2010 para 820 em 2018. Neste ano, 300 entram em condições de se aposentar.

Por lei, o órgão tem direito a 7% da arrecadação de royalties, que em 2018 somaram R$ 3 bilhões, mas a cota nunca é entregue.

Ele se queixa ainda de lacunas na legislação, como indefinições sobre a atribuição para aprovar planos de emergência e as baixas multas.

Na mina Córrego do Feijão, o refeitório estava localizado abaixo da barragem. O plano previa que seria atingido em um minuto, em caso de acidente. “Aquele refeitório não deveria estar ali”, diz Leão, que já foi funcionário da Vale.

As multas foram objeto de projeto de lei no Senado, que subiria a punição máxima dos atuais R$ 3.600 para R$ 30 milhões foi engavetado.

“Tanto a questão de barragens quanto a questão das multas já foram pauta no Senado e realmente não andaram”, reclamou Leão, dizendo crer que “tenha tido algum lobby para arquivar esses projetos”.

Quando lhe foi perguntado se esse lobby prejudica o trabalho da agência, respondeu que sim.

“Infelizmente, tem empresas sérias, que a gente conhece, que em alguns momentos acabam formando um cartel que não permite esses avanços”, disse, sem citar nomes.

FONTE: Folha de São Paulo

Notícias falsas prejudicam trabalho de busca às vítimas em Brumadinho, diz bombeiro

Bombeiros alertam sobre Fake News em Brumadinho, na Grande BH

Imagens de ocorridos em outros locais, alertas de localização de desaparecidos, informações sobre soldados infectados devido ao contato com a lama. Notícias como essas têm circulado, especialmente em grupos de WhatsApp, causando ainda mais preocupação à população. Mas são todas falsas e têm atrapalhado o trabalho da força-tarefa empenhada na busca pelos desaparecidos na tragédia em Brumadinho.

“O serviço das forças de segurança tem sido bastante prejudicado com fake news, notícias falsas. Toda a veiculação desse tipo de notícia, quando é falsa, ela prejudica, e muito, e atrasa o importante trabalho que a gente está fazendo em relação à recuperação desses corpos”, destacou o porta-voz o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara.

Bombeiros começaram a usar máscaras durante o trabalho de resgate das vítimas, em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV Globo
Bombeiros começaram a usar máscaras durante o trabalho de resgate das vítimas, em Brumadinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Ele explicou que sempre que acionados, o efetivo é deslocado até o ponto onde estaria a denúncia feita. Segundo Aihara, militares já foram retirados mais de uma vez da operação de buscas para conferir os supostos sumiços de pessoas nas matas.

Fomos muito prejudicados com informações falsas. Havia chegado notícias de que algumas pessoas haviam ficado perdidas em área de mata. Imediatamente, paramos o que estávamos fazendo e fomos para lá. Isso aconteceu por mais de três vezes e nada foi encontrado, disse o porta-voz dos bombeiros.

Intoxicação

A mais recente fake news foi a respeito de uma possível intoxicação dos soldados do Corpo de Bombeiros devido ao contato com a lama. O tenente Pedro Aihara destacou que há procedimentos para evitar eventuais doenças e que a corporação se baseia em laudos atestando o caráter não tóxico da lama.

“Como nossos militares ficam durante longos períodos expostos a essa água, a gente ministra um antibiótico, principalmente para prevenir o contágio de leptospirose, mas específico para a atuação de bombeiro. A população em geral não precisa se preocupar com isso. Esse antibiótico só deve ser administrado na população em geral se ela apresentar sintomas”, explicou.

‘Apuração terá precisão cirúrgica para evitar contestação’, diz investigador do caso Brumadinho

operação que prendeu nesta terça-feira (29) cinco pessoas suspeitas de responsabilidade pelo rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), aconteceu após o alinhamento jurídico entre as polícias Federal e Civil de Minas Gerais, além do Ministério Público Federal e MP estadual mineiro.

Segundo um investigador do caso informou ao blog, os quatro órgãos estão unidos e alinhados para investigar o rompimento da barragem. “Foi só o primeiro passo. As operações acontecerão passo a passo, com precisão cirúrgica para não dar margem a contestação jurídica do caso. Buscaremos até o último responsável por essa tragédia”, disse.

De acordo com investigador, os policiais e integrantes do Ministério Público trabalham sob o peso da dor da população mineira e com intuito de que a investigação seja exemplar, ajudando a evitar novas tragédias no Estado.

Membros do corpo de bombeiros procuram por sobreviventes na lama em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters
Membros do corpo de bombeiros procuram por sobreviventes na lama em Brumadinho — Foto: Adriano Machado/Reuters

Das cinco pessoas presas nesta terça (29), três são funcionários da Vale. Os outros dois compõem o grupo de engenheiros da empresa TÜV SÜD, que prestou serviço para a mineradora. Os alvos foram presos em Minas e em São Paulo.

Na noite de segunda-feira (28), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que há 65 mortos e 279 desaparecidos.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram, neste primeiro passo da investigação, se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale atestando a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

FONTE: G1

Monitoramento é feito em área incendiada de parque estadual em Uberlândia

Rescaldo é feito após novo foco registrado neste domingo (9); suspeita é que tenha sido criminoso. Boletim de ocorrência será registrado.

(Foto: Hugo Evaristo/G1)

 

Após registrar um novo foco de incêndio no Parque Estadual do Pau Furado em Uberlândia e controlar as chamas, equipes do Corpo de Bombeiros e brigadistas seguem no local nesta segunda-feira (10) para monitoramento da área e rescaldo.

A assessoria de comunicação do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) informou que são observadas as cinzas que ainda contém brasa para evitar que novas queimadas se iniciem. A área atingida ainda não foi estimada.

O incêndio ocorreu na região do Assentamento Vida Nova próximo à barragem de Capim Branco. A gerência da unidade de conservação irá registrada um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Militar (PM) para que as causas do incêndio sejam investigadas posteriormente pela Polícia Civil. Há indícios de que tenha sido criminoso.

Combate a incêndios

Na última sexta-feira (7), um incêndio de grandes proporções foi registrado em uma fazenda localizada ao lado da reserva, atingindo cerca de 20 hectares. O segundo registro foi neste domingo na área leste do parque. As ocorrências dessa natureza voltam a ocorrer depois de um ano que cerca de 300 hectares foram devastados pelo maior incêndio da história da unidade.

O Sisema informou que, quando um incêndio é detectado dentro de uma unidade de conservação, a base operacional do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio) do Estado, que fica em Curvelo, é comunicada.

Dessa forma todos os órgãos envolvidos, além de brigadistas voluntários, são acionados para uma força-tarefa de combate ao incêndio. No ano passado os trabalhos também contaram com o apoio de militares do Exército.

Se for necessário, a gerência da unidade de conservação ainda solicita apoio de aeronaves. Os trabalhos são realizados em esquema de rodízio entre os brigadistas até que o incêndio seja totalmente debelado.

Durante o chamado período crítico, entre junho e dezembro, é mantido um plantão diário nas salas de atendimento da Força Tarefa Previncêndio que fazem a gestão das informações sobre todas as ocorrências de incêndio florestal em andamento nas unidades de conservação estaduais, coordenando as ações de apoio aos principais combates ou àqueles com maior risco de expansão e geração de danos ambientais.

FONTE: G1

Incêndio atinge serra, em Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais

O Corpo de Bombeiros estima que a área queimada seja de 15 hectares.
(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Um incêndio de grandes proporções atingiu neste domingo (9) a Serra do São José, em Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com o Corpo de Bombeiros, militares, brigadistas e voluntários combateram as chamas, que se apagaram na madrugada desta segunda-feira (10).

A corporação informou que o fogo, que se iniciou na área do Mangue, atingiu também as regiões do Poço Fundo, Barragem, Paredão, Trilha do Carteiro, Pacu e parte do terreno da Mineração Omega. O Corpo de Bombeiros estima que a área queimada seja de 15 hectares.

Ainda segundo os bombeiros, além de militares e brigadistas, foi necessário o empenho de aeronaves para conseguir exterminar as chamas, que atingiram locais de difícil acesso. Os trabalhos foram encerraqdos ao anoitecer e retornariam nesta manhã, mas as chamas se extinguiram durante a madrugada.

O subtenente Lacerda, chefe da equipe dos bombeiros que esteve no local, disse que ainda não é possível informar as causas do incêndio. “Como se trata de uma vasta área de atingida, apenas a realização de uma perícia poderá informar o que de fato aconteceu”, falou.

FONTE: G1

Incêndio atinge torre de telefonia no Sul de Minas

O fogo começou em uma vegetação no Distrito Industrial de Pouso Alegre e atingiu a torre. Oito viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas na ocorrência
As chamas começaram em uma vegetação e se alastraram rapidamente
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O incêndio de grande proporções atingiu uma torre de telefonia móvel nesta quarta-feira em Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais. As chamas se iniciaram na vegetação e se alastraram rapidamente. Oito viaturas do Corpo de Bombeiros foram empenhadas na ocorrência. A Defesa Civil da cidade, a perícia técnica e a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) foram acionados.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, funcionários de uma empresa localizada no Distrito Industrial afirmaram que o fogo se iniciou na vegetação rasteira. Rapidamente se espalhou e atingiu um estoque de madeiras da Atina Ativos Naturais. Foram destruídos aproximadamente 50 metros cúbicos do material.

Eles tentaram conter as chamas, mas sem sucesso. O fogo continuou se espalhando e atingiu a rede de transmissão de sinal de telefonia celular. O incêndio mobilizou um grande número de bombeiros. Foram utilizados aproximadamente 100 mil litros de água na ocorrência. Ninguém ficou ferido. A empresa atingida não apresentou danos em suas estruturas.

As causas do incêndio serão investigadas pela perícia técnica. A Feam também vai avaliar quais foram os danos ambientais causados.
FONTE: Estado de Minas