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Estudo: temperatura do planeta Terra aumentará 4ºC até 2100

residente dos EUA, Donald Trump quer passar medida que congelará políticas de redução da emissão de CO2, contribuindo para o aumento do aquecimento global

Um estudo recente de 500 páginas, encomendado pela equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu que a temperatura global do planeta Terra vai aumentar o equivalente a 4ºC até 2100. Com esse aumento, áreas litorâneas de grandes metrópoles, como Manhattan e Flórida, ficariam efetivamente submersas com a subida de água dos oceanos — estes, aliás, ficariam com um índice de pH tão alto que recifes de coral simplesmente se dissolveriam.

Por mais incrível que isso possa parecer, porém, o estudo não foi encomendado pela administração Trump no intuito de sugerir medidas de proteção ambiental, mas sim para dizer de forma didática que o destino do planeta está selado. O presidente vem tentando afrouxar as políticas de restrição de emissão de CO2 de veículos automotores.

Recentemente, o chefe de estado dos EUA assinou decisão que lhe permitiria congelar os gastos governamentais na manutenção de padrões de eficiência de combustíveis para carros e caminhões de pequeno porte fabricados após 2020. Grosso modo, haveria um aumento da emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, mas o estudo mencionado acima diz que isso seria uma “pequena adição dentro de um micro-ondas muito grande”.

Evidentemente, a administração está sendo amplamente criticada pela medida. O ex-cientista sênior do programa Global Change Research, disse ao Wahsington Post que “a maior loucura que eles dizem é que as atividades humanas levarão ao aumento de dióxido de carbono, que é desastroso para o meio ambiente e a sociedade. E aí eles dizem em seguida que não farão nada quanto a isso”. A estimativa do documento conclui que, independentemente das medidas de controle de emissões estarem ou não em efeito, a temperatura vai aumentar de qualquer forma, o que justificaria a decisão do presidente.

Quando o assunto é o aquecimento global, Donald Trump vem sendo atacado por especialistas e autoridades globais de diversos lados. Em junho de 2017, o presidente dos EUA anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, que prevê a concordância documentada de países signatários no planejamento, financiamento e controle de medidas para reduzir a emissão de poluentes na atmosfera. Com previsão de vigência a partir de 2020, os EUA eram um país signatário do acordo até o fim da administração do ex-presidente Barack Obama, que precedeu Donald Trump no cargo mais alto da Casa Branca. Trump, vale citar, já publicou nas redes sociais declarações que colocam em dúvida o aquecimento global.

Fonte: CANALTECH

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