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Capivaras que vivem na orla da Lagoa da Pampulha foram esterilizadas e microchipadas, anuncia PBH

Capivaras passaram por cirurgias, foram catalogadas e soltas de volta na orla
Capivaras passaram por cirurgias, foram catalogadas e soltas de volta na orla

 

Após um ano, o manejo das capivaras que vivem no entorno da Lagoa da Pampulha terminou. Os animais, hospedeiros do carrapato-estrela, foram esterilizados, microchipados, passaram por série de exames e foram soltos de volta no habitat natural. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (30), no Parque Ecológico da Pampulha.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no primeiro censo, feito em novembro de 2017, foram catalogadas 65 capivaras. Ao final do processo, no entanto, 53 foram remanejadas. Leonardo Maciel, gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), explicou que essa diminuição se dá por dinamicidade da população. “Há mortes naturais ou por doenças e possivelmente por predação de jacarés”, disse.

Para capturar e realizar os procedimentos nos animais, foram instaladas, no entorno da lagoa e no Parque Ecológico, “armadilhas”. Em seguida, as capivaras passaram por cirurgias, como a de esterilização. Foram atendidas individualmente, catalogadas e soltas de volta na orla. As intervenções foram autorizadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para não impactar o conjunto arquitetônico.

As ações devem permanecer pelo menos até o fim da gestão do prefeito Alexandre Kalil (PHS). Contudo, como os animais já estão identificados, o trabalho será de monitoramento a possíveis capivaras que possam aparecer na orla da lagoa. Os recursos já estão garantidos.

Participam da ação a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Newton Paiva.

Febre maculosa 

Apesar das medidas, a população deve permanecer atenta à febre maculosa. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Mário Werneck, as ações permanecem justamente para coibir a ação dos carrapatos. “A tranquilidade deve ser passada no sentido de que as pessoas devem se conscientizar que o carrapato não está extirpado. Mas é um trabalho contínuo e temos recursos até o fim da gestão”, pontuou.

Em 2016, a morte de Thales Martins Cruz, de 10 anos, mobilizou órgãos públicos. O garoto contraiu a doença depois de frenquentar o Parque Ecológico da Pampulha com um grupo de escoteiros e faleceu 15 dias depois. Laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed) apontou que Thales morreu por febre maculosa.

A PBH orienta que as pessoas, ao frequentarem a lagoa, procurem carrapatos pelo próprio corpo, assim como nas crianças. De acordo com o Executivo municipal, a febre maculosa é endêmica na região sudeste do Brasil.

 

FONTE: HOJE EM DIA

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